domingo, 30 de novembro de 2008
sábado, 29 de novembro de 2008
Iron Maiden 2009

Porque todo mês de março é o mês do heavy metal?
Desde que eu entrei na faculdade, os anos letivos são abertos com shows fantásticos. Foi Angra, com o Temple of Shadows na íntegra, Blind Guardian, Dream Theater e agora o Iron Maiden !!!
Eles fecharão a turnê do "Somewhere Back In Time", tocando os maiores clássicos das melhores épocas, passando por aqui de novo, e eu estarei lá. O show no Rio de Janeiro será em 14 de Março, na Apoteose. Preparemo-nos para a facada.
Em outra oportunidade contarei a história de como o Iron Maiden entrou na minha vida, e de lá para cá muita coisa aconteceu.
Sim, eu estou eufórico, e olha que ainda faltam meses até lá.
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Fortes emulsões
Dê uma caneta a um moleque e lhe dê o direito de julgar você. Sabe o resultado?
Não pode contar com a justiça dos homens, que dirá de um garotinho juvenil, criado a leite de moça e guaranazinho na geladeira. Bem, talvez um Away reitor fosse a solução dos nossos problemas.
Nos perguntamos se devemos dar ouvido a essas pessoas. De verdade, não devemos. Parece muito simples, e meramente filosófico, mas é uma opção de ponto de vista. E eu ressalvo, o mundo não se limita à ilha do Fundão. Pelo mais que, para muitos, isso se trate de uma fé.
Enfim, o período se aproxima do fim. Que as sombras descansem e nos deixem viver em paz por algum tempo.
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Motorista
Mesmo sem muito tempo, venho aqui relatar minha aventura do dia. Hoje, a terrível saga da auto-escola chegou ao fim para mim. Pelo mais temeroso que tenha sido repetir a prova de direção, tudo ocorreu bem. Minhas cinco horas de espera em baixo do sol foram recompensadas.
Claro que não teria tido a menor graça sem a emoção de deixar o carro morrer na baliza e ficar o caminho inteiro teimando que olhei para o retrovisor e dei as setas. Até que os examinadores, dessa vez, eram muito gente boa.
Então sociedade, se prepare.
Só falta o carro.
Pelo menos tenho a sensação de dever cumprido, e de nunca mais ter que ir na auto-escola de novo.
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terça-feira, 25 de novembro de 2008
Logo da XVII Semana da Química

Aí está!
E dessa vez, sem chamar profissionais para refazer o meu trabalho. Aliás, meu e do Leon.
Que chegue a Semana, e até lá, haja trabalho!
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sábado, 22 de novembro de 2008
Ainulindalë, A Música dos Ainur
E aconteceu de Ilúvatar reunir todos os Ainur e lhes indicar um tema poderoso, desdobrando diante de seus olhos imagens ainda mais grandiosas e esplêndidas do que havia revelado até então; e a glória de seu início e o esplendor de seu final tanto abismaram os Ainur, que eles se curvaram diante de Ilúvatar e emudeceram.
Disse-lhes então Ilúvatar: - A partir do tema que lhes indiquei, desejo agora que criem juntos, em harmonia, uma Música Magnífica. E, como eu os inspirei com a Chama Imperecível, vocês vão demonstrar seus poderes ornamentando esse tema, cada um com seus próprios pensamentos e recursos, se assim o desejar. Eu porém me sentarei para escutar; e me alegrarei, pois, através de vocês, uma grande beleza terá sido despertada em forma de melodia.
E então as vozes dos Ainur, semelhantes a harpas e alaúdes, a flautas e trombetas, a violas e órgãos, e a inúmeros coros cantando com palavras, começaram a dar forma ao tema de Ilúvatar, criando uma sinfonia magnífica; e surgiu um som de melodias em eterna mutação, entretecidas em harmonia, as quais, superando a audição, alcançaram as profundezas e as alturas; e as moradas de Ilúvatar encheram-se até transbordar; e a música e o eco da música saíram para o Vazio, e este não estava mais vazio. Nunca, desde então, os Ainur fizeram uma música como aquela, embora tenha sido dito que outra ainda mais majestosa será criada diante de Ilúvatar pelos coros dos Ainur e dos Filhos de Ilúvatar, após o final dos tempos Então, os temas de Ilúvatar serão desenvolvidos com perfeição e irão adquirir Existência no momento em que ganharem voz, pois todos compreenderão plenamente o intento de Ilúvatar para cada um, e cada um terá a compreensão do outro; e Ilúvatar, sentindo-se satisfeito, concederá a seus pensamentos o fogo secreto.
Agora, porém, Ilúvatar escutava, sentado, e por muito tempo aquilo lhe pareceu bom, pois na música não havia falha. Enquanto o tema se desenvolvia, no entanto, surgiu no coração de Melkor o impulso de entremear motivos da sua própria imaginação que não estavam em harmonia com o tema de Ilúvatar; com isso procurava aumentar o poder e a glória do papel a ele designado. A Melkor, entre os Ainur, haviam sido concedidos os maiores dons de poder e conhecimento, e ele ainda tinha um quinhão de todos os dons de seus irmãos. Muitas vezes, Melkor penetrara sozinho nos espaços vazios em busca da Chama Imperecível, pois ardia nele o desejo de dar Existência a coisas por si mesmo; e a seus olhos Ilúvatar não dava atenção ao Vazio, ao passo que Melkor se impacientava com o vazio. E, no entanto ele não encontrou o Fogo, pois este está com Ilúvatar. Estando sozinho, porém, começara a conceber pensamentos próprios, diferentes daqueles de seus irmãos.
Alguns desses pensamentos ele agora entrelaçava em sua música, e logo a dissonância surgiu ao seu redor. Muitos dos que cantavam próximo perderam o ânimo, seu pensamento foi perturbado e sua música hesitou; mas alguns começaram a afinar sua música a de Melkor, em vez de manter a fidelidade ao pensamento que haviam tido no início. Espalhou-se então cada vez mais a dissonância de Melkor, e as melodias que haviam sido ouvidas antes soçobraram num mar de sons turbulentos. Ilúvatar, entretanto, escutava sentado até lhe parecer que em volta de seu trono bramia uma tempestade violenta, como a de águas escuras que guerreiam entre si numa fúria incessante que não queria ser aplacada.
Ergueu-se então Ilúvatar, e os Ainur perceberam que ele sorria. E ele levantou a mão esquerda, e um novo tema surgiu em meio à tormenta, semelhante ao tema anterior e ao mesmo tempo diferente; e ganhava força e apresentava uma nova beleza. Mas a dissonância de Melkor cresceu em tumulto e o enfrentou. Mais uma vez houve uma guerra sonora, mais violenta do que antes, até que muitos dos Ainur ficaram consternados e não cantaram mais, e Melkor pôde dominar. Ergueu-se então novamente Ilúvatar, e os Ainur perceberam que sua expressão era severa. Ele levantou a mão direita, e vejam! Um terceiro tema cresceu em meio à confusão, diferente dos outros. Pois, de início parecia terno e doce, um singelo murmúrio de sons suaves em melodias delicadas; mas ele não podia ser subjugado e acumulava poder e profundidade. E afinal pareceu haver duas músicas evoluindo ao mesmo tempo diante do trono de Ilúvatar, e elas eram totalmente díspares. Uma era profunda, vasta e bela, mas lenta e mesclada a uma tristeza incomensurável, na qual sua beleza tivera principalmente origem. A outra havia agora alcançado uma unidade própria; mas era alta, fútil e infindavelmente repetitiva; tinha pouca harmonia, antes um som uníssono e clamoroso como o de muitas trombetas soando apenas algumas notas. E procurava abafar a outra música pela violência de sua voz, mas suas notas mais triunfais pareciam ser adotadas pela outra e entremeadas em seu próprio arranjo solene.
No meio dessa contenda, na qual as mansões de Ilúvatar sacudiram, e um tremor se espalhou, atingindo os silêncios até então impassíveis, Ilúvatar ergueu-se mais uma vez, e sua expressão era terrível de ver. Ele então levantou as duas mãos, e num acorde, mais profundo que o Abismo, mais alto que o Firmamento, penetrante como a luz do olho de Ilúvatar, a Música cessou. Então, falou Ilúvatar e disse: - Poderosos são os Ainur, e o mais poderoso dentre eles é Melkor; mas, para que ele saiba, e saibam todos os Ainur, que eu sou Ilúvatar, essas melodias que vocês entoaram, irei mostrá-las para que vejam o que fizeram E tu, Melkor, verás que nenhum tema pode ser tocado sem ter em mim sua fonte mais remota, nem ninguém pode alterar a música contra a minha vontade. E aquele que tentar, provará não ser senão meu instrumento na invenção de coisas ainda mais fantásticas, que ele próprio nunca imaginou.
E então os Ainur sentiram medo e ainda não compreenderam as palavras que lhes eram dirigidas; e Melkor foi dominado pela vergonha, da qual brotou uma raiva secreta. Ilúvatar, porém, ergueu-se em esplendor e afastou-se das belas regiões que havia criado para os Ainur; e os Ainur o seguiram. Entretanto, quando eles entraram no Vazio, Ilúvatar lhes disse: - Contemplem sua Música! - E lhes mostrou uma visão, dando-lhes uma imagem onde antes havia somente o som E eles viram um novo Mundo tomar-se visível aos seus olhos; e ele formava um globo no meio do Vazio, e se mantinha ali, mas não pertencia ao Vazio, e enquanto contemplavam perplexos, esse Mundo começou a desenrolar sua história, e a eles parecia que o Mundo tinha vida e crescia. E, depois que os Ainur haviam olhado por algum tempo, calados, Ilúvatar voltou a dizer: - Contemplem sua Música! Este é seu repertório. Cada um de vocês encontrará aí, em meio à imagem que lhes apresento, tudo aquilo que pode parecer que ele próprio inventou ou acrescentou. E tu, Melkor, descobrirás todos os pensamentos secretos de tua mente e perceberás que eles são apenas uma parte do todo e subordinados à sua glória.
E muitas outras palavras disse Ilúvatar aos Ainur naquele momento; e, em virtude da lembrança de suas palavras e do conhecimento que cada um tinha da música que ele próprio criara, os Ainur sabem muito do que foi, do que é e do que será,e deixam de ver poucas coisas. Mas algumas coisas há que eles não conseguem ver, nem sozinhos nem reunidos em conselho; pois a ninguém a não ser a si mesmo Ilúvatar revelou tudo o que tem guardado; e em cada Era surgem novidades que não haviam sido previstas, pois não derivam do passado. E assim foi que, enquanto essa visão do Mundo lhes era apresentada, os Ainur viram que ela continha coisas que eles não haviam imaginado. E, com admiração, viram a chegada dos Filhos de Ilúvatar, e também a habitação que era preparada para eles. E perceberam que eles próprios, na elaboração de sua música, estavam ocupados na construção dessa morada, sem saber, no entanto, que ela tinha outro objetivo além da própria beleza. Pois os Filhos de Ilúvatar foram concebidos somente por ele; e surgiram com o terceiro tema; eles não estavam no tema que Ilúvatar propusera no início, e nenhum dos Ainur participou de sua criação. Portanto, quando os Ainur os contemplaram, mais ainda os amaram, por serem os Filhos de Ilúvatar diferentes deles mesmos, estranhos e livres; por neles verem a mente de Ilúvatar refletida mais uma vez e aprenderem um pouco mais de sua sabedoria, a qual, não fosse por eles, teria permanecido oculta até mesmo para os Ainur. Ora, os Filhos de Ilúvatar são elfos e os homens, os Primogênitos e os Sucessores.
E em meio a todos os esplendores do Mundo, seus vastos palácios e espaços e seus círculos de fogo, Ilúvatar escolheu um local para habitarem nas Profundezas do Tempo e no meio das estrelas incontáveis. E essa morada poderia parecer insignificante para quem leve em conta apenas a majestade dos Ainur, e não sua terrível perspicácia; e considere toda a área de Arda como o alicerce de uma coluna e a erga até que o cone do seu topo seja mais aguçado que uma agulha; ou contemple somente a vastidão incomensurável do Mundo, que os Ainur ainda estão moldando, não a precisão detalhada com que moldam todas as coisas que ali existem. Mas, quando os Ainur contemplaram essa morada numa visão e viram os Filhos de Ilúvatar surgirem dentro dela, muitos dos mais poderosos dentre eles concentraram todo o seu pensamento e seu desejo nesse lugar. E, desses, Melkor era o chefe, exatamente como no início ele fora o mais poderoso dos Ainur que haviam participado da Música. E ele fingia, a princípio até para si, que desejava ir até lá e ordenar tudo pelo bem dos Filhos de Ilúvatar, controlando o turbilhão de calor e frio que o atravessava. No fundo, porém, desejava submeter à sua vontade tanto elfos quanto homens, por invejar-lhes os dons que Ilúvatar prometera conceder-lhes; e Melkor desejava ter seus próprios súditos e criados, ser chamado de Senhor e ter comando sobre a vontade de outros.
Já os outros Ainur contemplaram essa habitação instalada nos vastos espaços do Universo, que os elfos chamam de Arda, a Terra; e seus corações se alegraram com a luz, e seus olhos, enxergando muitas cores, se encheram de contentamento; porém, o bramido do oceano lhes trouxe muita inquietação. E observaram os ventos e o ar, e as matérias das quais Arda era feita: de ferro, pedra, prata, ouro e muitas substâncias. Mas de todas era a água a que mais enalteciam. E dizem os eldar que na água ainda vive o eco da Música dos Ainur mais do que em qualquer outra substância existente na Terra; e muitos dos Filhos de Ilúvatar escutam, ainda insaciados, as vozes do Oceano, sem contudo saber por que o fazem.
Ora, foi para a água que aquele Ainu que os elfos chamam de Ulmo voltou seu pensamento, e de todos foi ele quem recebeu de Ilúvatar noções mais profundas de música. Já sobre os ares e os ventos, mais havia refletido Manwë, o mais nobre dos Ainur. Sobre a textura da Terra havia pensado Aulë, a quem Ilúvatar concedera talentos e conhecimentos pouco inferiores aos de Melkor; mas a alegria e o prazer de Aulë estão no ato de fazer e no resultado desse ato, não na posse nem em sua própria capacidade; motivo pelo qual ele dá, e não acumula, é livre de preocupações e sempre se interessa por alguma nova obra.
E Ilúvatar falou a Ulmo, e disse: - Não vês como aqui neste pequeno reino, nas Profundezas do Tempo, Melkor atacou tua província? Ele ocupou o pensamento com um frio severo e implacável, mas não destruiu a beleza de tuas fontes, nem de teus lagos cristalinos. Contempla a neve, e o belo trabalho da geada! Melkor criou calores e fogo sem limites, e não conseguiu secar teu desejo nem sufocar de todo a música dos mares. Admira então a altura e a glória das nuvens, e das névoas em permanente mutação; e ouve a chuva a cair sobre a Terra! E nessas nuvens, tu és levado mais para perto de Manwë, teu amigo, a quem amas.
Respondeu então Ulmo: - Na verdade, a Água tornou-se agora mais bela do que meu coração imaginava. Meu pensamento secreto não havia concebido o floco de neve, nem em toda a minha música estava contida a chuva que cai. Procurarei Manwë para que ele e eu possamos criar melodias eternamente para teu prazer! - E Manwë e Ulmo se aliaram desde o início, e sob todos os aspectos serviram com a máxima fidelidade aos objetivos de Ilúvatar.
Porém, no momento em que Ulmo falava, e enquanto os Ainur ainda contemplavam a visão, ela foi recolhida e permaneceu oculta Pareceu-lhes que naquele instante eles percebiam uma nova realidade, as Trevas, que eles ainda não conheciam a não ser em pensamento. Estavam, porém, apaixonados pela beleza da visão e fascinados pela evolução do Mundo que nela ganhava existência, e suas mentes estavam totalmente voltadas para isso; pois a história estava incompleta, e os círculos do tempo, ainda não totalmente elaborados quando a visão foi retirada. E alguns disseram que a visão cessou antes da realização do Domínio dos Homens e do desaparecimento gradual dos Primogênitos; motivo pelo qual, embora a Música estivesse sobre todos, os Valar não viram com o dom da visão as Eras Posteriores ou o final do Mundo.
Houve então inquietação entre os Ainur; mas Ilúvatar os conclamou, e disse: - Conheço o desejo em suas mentes de que aquilo que viram venha na verdade a ser, não apenas no pensamento, mas como vocês são e, no entanto, diferente. Logo, eu digo: Eä! Que essas coisas Existam! E mandarei para o meio do Vazio a Chama Imperecível; e ela estará no coração do Mundo, e o Mundo Existirá; e aqueles de vocês que quiserem, poderão descer e entrar nele. - E, de repente, os Ainur viram ao longe uma luz, como se fosse uma nuvem com um coração vivo de chamas; e souberam que não era apenas uma visão, mas que Ilúvatar havia criado algo novo: Eä, o Mundo que É.
Aconteceu, assim, de entre os Ainur alguns continuarem residindo com Ilúvatar fora dos limites do Mundo, mas outros, e entre eles muitos dos mais fortes e belos, despediram-se de Ilúvatar e desceram para nele entrar. No entanto, essa condição llúvatar impôs, ou talvez fosse conseqüência necessária de seu amor, que o poder deles a partir daí fosse contido no Mundo e a ele restrito, e nele permaneceria para sempre, até que ele se completasse, para que eles fossem a vida do mundo; e o mundo, a deles. E por esse motivo foram chamados de Valar, os Poderes do Mundo.
Mas quando os Valar entraram em Eä, a princípio ficaram assustados e desnorteados, pois era como se nada ainda estivesse feito daquilo que haviam contemplado na Visão; tudo estava a ponto de começar, ainda sem forma, e a escuridão era total. Pois a Grande Música não havia sido senão a expansão e o florescer do pensamento nas Mansões Eternas, sendo a Visão apenas um prenúncio; mas agora eles haviam entrado no início dos Tempos, e perceberam que o Mundo havia sido apenas prefigurado e prenunciado; e que eles deveriam concretizá-la. Assim teve início sua enorme labuta em espaços imensos e inexplorados, e em eras incontáveis e esquecidas, até que nas Profundezas do Tempo e no meio das vastas mansões de Eä, veio a surgir à hora e o lugar em que foi criada a habitação dos Filhos de Ilúvatar. E, nessa obra, a parte principal coube a Manwë, Aulë e Ulmo; mas Melkor também estava ali desde o início e interferia em tudo o que era feito, transformando-o, se conseguisse, de modo que satisfizesse seus próprios desejos e objetivos; e ele acendia enormes fogueiras. E assim, quando a Terra ainda era jovem e repleta de energia, Melkor a cobiçou e disse aos outros Valar: - Este será o meu reino; e eu o designo como meu!
Manwë era, porém, irmão de Melkor na mente de Ilúvatar; e ele foi o principal instrumento do segundo tema que Ilúvatar havia criado para combater a dissonância de Melkor. E Manwë chamou a si muitos espíritos, superiores e inferiores, e eles desceram aos campos de Arda e auxiliaram Manwë, evitando que Melkor impedisse para sempre a realização de seu trabalho e que a Terra murchasse antes de florescer. E Manwë disse aMelkor: - Este reino tu não tomarás como teu, pois muitos trabalharam aqui não menos do que tu. - E houve luta entre Melkor e os outros Valar. E, por algum tempo, Melkor recuou e partiu para outras regiões, e lá fez o que quis; mas não tirou de seu coração o desejo pelo Reino de Arda.
Então os Valar assumiram formas e matizes; e, atraídos para o Mundo pelo amoraos Filhos de Ilúvatar, por quem esperavam, adotaram formas de acordo com o estilo que haviam contemplado na Visão de Ilúvatar, menos na majestade e no esplendor. Além do mais, sua forma deriva de seu conhecimento do Mundo visível, em vez de derivar do Mundo em si; e eles não precisam dela, a não ser apenas como as vestes que usamos, e, no entanto podemos estar nus sem sofrer nenhuma perda de nosso ser. Portanto, os Valar podem caminhar, se quiserem, despidos; e nesse caso nem mesmo os eldar conseguem percebê-los com clareza, mesmo que estejam presentes. Quando os Valar desejam trajar-se, porém, costumam assumir, alguns, formas masculinas, outros, formas femininas; pois essa diferença de temperamento eles possuíam desde o início, e ela somente se manifesta na escolha de cada um, não sendo criada por essa escolha, exatamente como entre nós o masculino e o feminino podem ser revelados pelos trajes, mas não criados por eles. Mas as formas com as quais os Grandes se ornamentam não são sempre semelhantes às formas dos reis e rainhas dos Filhos de Ilúvatar; já que às vezes eles podem se revestir do próprio pensamento, tornado visível em formas de majestade e terror.
E os Valar atraíram para si muitos companheiros, alguns menos grandiosos do queeles, outros quase tão grandiosos quanto eles; e, juntos, trabalharam na organização da Terra e no controle de seus tumultos. Melkor então viu o que era feito; que os Valar caminhavam sobre a Terra como forças visíveis, trajados com roupas do Mundo, e eram lindos e gloriosos ao olhar, além de jubilosos, e que a Terra estava se tomando um jardim para seu prazer, já que seus turbilhões estavam subjugados. Cresceu-lhe então muito mais a inveja; e ele também assumiu forma visível; mas, em virtude de seu ânimo e do rancor que nele ardia, essa forma era escura e terrível. E ele desceu sobre Arda com poder e majestade maiores do que os de qualquer outro Vala, como uma montanha que avança sobre o mar e tem seu topo acima das nuvens, que é revestida de gelo e coroada de fumaça e fogo, e a luz dos olhos de Melkor era como uma chama que faz murchar com seu calor e perfura com um frio mortal.
Assim começou a primeira batalha dos Valar com Melkor pelo domínio de Arda; e sobre esses tumultos, os elfos sabem pouquíssimo, pois o que foi aqui declarado teve origem nos próprios Valar, com quem os eldalië falavam na terra de Valinor e por quem foram instruídos; mas os Valar pouco se dispõem a relatar sobre as guerras anteriores à chegada dos elfos. Diz-se, porém, entre os eldar que os Valar sempre se esforçaram, apesar de Melkor, para governar a Terra e prepará-la para a chegada dos Primogênitos: e eles criaram terras, e Melkor as destruía; sulcavam vales, e Melkor os erguia; esculpiam montanhas, e Melkor as derrubava; abriam cavidades para os mares, e Melkor os fazia transbordar; e nada tinha paz ou se desenvolvia, pois mal os Valar começavam algumtrabalho, Melkor o desfazia ou corrompia. E, no entanto, o trabalho deles não foi totalmente vão; e embora em tarefa ou em parte alguma sua vontade e determinação fossem perfeitamente cumpridas, e todas as coisas fossem em matiz e forma diferentes da intenção inicial dos Valar, apesar disso, lentamente, a Terra foi moldada e consolidada. E assim finalmente estabeleceu-se à morada dos Filhos de Ilúvatar nas Profundezas do Tempo e no meio das estrelas incontáveis.
De John Ronald Reuel Tolkien: Ainulindalë, A Música dos Ainur
O primeiro capítulo de O Silmarillion, e o texto mais legal de todos.
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Métodos em Reflexão
Tudo soa como uma amarga prisão ao nada.
O tempo corre e as lágrimas escoam.
Existe limite apenas para a alegria?
A vontade é de não fazer nada, de não mover uma palha.
Deixe que o vento bata e leve, que ele decida para onde e carregue.
Ele não permitirá, ele decidirá as suas opções.
Mesmo que ele seja apenas uma vidraça.
Monte sua tabela e construa o gráfico.
O que isso vai lhe dizer? O que uma curva vai ser?
Pó por pó. Cinzas por cinzas. Teoria por teoria.
Qual a semelhança entre amor e paixão?
Seja eterno mesmo que a melodia não a siga.
Crescendo, vibrando. Sem paciência.
Que a vontade me permita dar um passo ainda a frente.
Que a realidade não me permita elevar em chamas.
Em cinzas e pó tornar, do essencial místico para o real palpável.
Da tortura se tira a força.
É o que acreditamos.
É o que precisamos acreditar em, para que tanto tenha sentido.
E para que querer tal sentido, quando é única a grandeza mesmo que não sua direção?
Mesmo que não entenda o mundo, questão não faço do mesmo.
Acendam as fogueiras e avisem, eles estão chegando.
Crescente por toda liberdade.
Tomar um último suspiro antes de saltar.
O último gole, no pulso do empuxo.
Se da arte se retira um sorriso, da mesma se toma a beleza.
Reduz-se o sensível a números, lançados e combinados.
Até a própria energia, enfim, descança.
Que das idéias venham rabiscos, que de tão pouco representam.
Do frito e do brilhante, independentemente.
Tão quanto não tenho dúvidas de que preciso organizá-las.
Por enquanto, vou tentar, pelo menos, concretizá-las. Não esquecer.
De tão truncado quanto era o bolero, resolva-se.
Feria na rocha para chegar ao outro lado.
Deseje que retorne, apenas deseje.
Três pedidos, pare de esfregar.
Aglutinado ao mesmo estado, de quem queria provar o mundo.
Gerado degenerado genericamente genializado.
Esqueça-se nas rimas e delicie-se.
Aproveite cada segundo que já perdera.
Leia, pense, imagine, sinta.
A nuvem não mais se move.
Determine seu próprio sentido, pense no resto depois.
A primeira porta que se deve abrir está depois de saltar seu próprio muro.
Escrito em 15 de Setembro de 2008, durante uma aula de métodos físicos em química inorgânica.
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O Último Espetáculo - Parte 03
Blankh voltava calmamente para o local onde, antes, combinara com Amadeo de reencontrá-lo após buscar o tal objeto. De longe, já avistava um impaciente Amadeo, que olhava por todos os lados a procura do amigo que lá não estava. "Aonde você estava?!", dizia para o aventureiro, "Finalmente consegui algo que sirva e você fica por aí passeando?". Se desculpava enquanto narrava os eventos ocorridos ao amigo, que carregava consigo uma misteriosa caixa.
Seguiram, enfim, para onde se alojavam durante aqueles dias de preparação. Haviam montado algumas tendas atrás do enorme palco da Praça, o local da festa daquela noite que já se encaminhava. Enquanto o céu escurecia e as primeiras estrelas ensaivam sua chegada, os dois jovens pareciam se importar apenas com o conteúdo da caixa. Blankh se sentava sobre um dos amontoados de roupas de seu abrigo, enquanto Amadeo arrumava um espaço para repousar seu carregamento e poder, enfim, revelar seu conteúdo.
Retirava cuidadosamente a tampa de madeira e desenrolava o artefato do tecido macio que o envolvia. Os olhlos negros de Blankh ganhavam um brilho diferente enquanto apreciava o que via. Era um belíssimo violino, esculpido sobre madeira escura por um famoso luthier da Tarckra. Se perguntava se sua beleza visual seria tão grande quanto sua beleza sonora.
Repousou-o sobre seu ombro e com o arco traçou, delicadamente, a primeira nota tirada pelo instrumento. Seus olhos se enchiam de água enquanto a música fluia pela tenda. "É perfeito!", disse para Amadeo. "É bom que seja mesmo, não teremos outra oportunidade...", respondeu enquanto saía para o teatro.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Sociedade à beira de um ataque de nervos
Alguém se lembra de quando falei disso pela primeira vez?
Pois então, aí está um exemplo patético da atual situação desta frágil situação psiquíca na qual nos encontramos.
Leia e assita o vídeo em: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL852830-5605,00-SANDUICHE+PROVOCA+BRIGA+EM+LANCHONETE+NA+AVENIDA+PAULISTA.html
Imagina se fosse uma coisa importante...
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008
The Santa Clauf's Rebirth
Créditos ao Chicão pelo vídeo TOTALMENTE EXCELENTE !!!
Ho Ho Ho !!!
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O Criador do Showmelete
Eu: Aham... no meu tempo só vendiam Showmelete aqui...
Dono do Showmelete: Você disse Showmelete?
Eu: Disse sim, porque?
Dono do Showmelete: Você ainda se lembra disso? Tem um tempão...
Eu: É, do tempo que a gente estudava aqui do lado...
Dono do Showmelete: Fui eu que inventei! Era muito legal, você fazia seu próprio omelete... Acho que vou voltar a fazer isso!
Nada como a nostalgia do voltar a escola. É impressionante como revelamos os mistérios tão antigos que pareciam ter sido engolidos pelo tempo. Melhor do que isso, só comprando quatro copos de 300mL ao invés de três de 400!
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A tempestade
Do que ainda avistava, além das escuras e pesadas nuvens, apenas distinguia-se o vermelho de um pôr-do-sol de verão, Era o próprio inferno descendo, ironicamente, dos céus. Pediriam, os mais fiéis, que Deus tivesse piedade, mas sua arrumação do "andar de cima" estava demasiadamente agitada. Contudo, nem o mais fervoroso ateu se encontraria por espantado se visse, surgindo da gigante, os tais Quatro Cavaleiros.
Refletiam-se, nas águas turvas que rodeavam a cidade, as gravuras temerosas da luz em sua veloz transição. E tal prenúncio do abalo sonoro pouco fazia, tamanha sempre era a surpresa dos múltiplos impactos inesperados. Que os fótons tinham como função alertar para proteger seu auricular e espalhar o pânico dentre os habitantes.
As densas e ácidas gotas d'água atingiam o ríspido e, ainda, quente asfalto. Tamanha era sua intensidade que o escoar natural para o mar já não se fazia suficiente. Faliam as pretensões humanas de domar a ferocidade da natureza por dutos e tubulações: todo o fluido retornava. Seriam engolidos por toda aquela substância, essencial para a vida, incolor, inodora e insípida, que já carreavam consigo a essência das latrinas da civilização.
Se dos altos desciam, do interior retornavam. Chocavam-se contra a oca, porém impermeável, face da construção da alma moderna. Adquiriam suas próprias medidas: milímetros, centímetros e metros, que em termos de volume, e assim seus cubos, tornavam-se, rapidamente, valores numéricos exorbitantes. E os homens temiam os valores.
Previsões matemáticas que insubstanciáveis se faziam, a fúria tomava seu contorno. Enquanto os veículos de matéria se congestionavam pelo caos enchente, os veículos de informação fervilhavam e especulavam, das formas mais pavorosas e esdrúxulas, valores de perda financeira. E os homens realmente temiam os valores.
E dos sons se notavam, no cessar das descargas elétricas desconcertantes, unicamente, os alarmes dos telefones móveis, na sua total variedade, e os alarmes dos veículos ansiosos por um caminho não obstruído para casa. Comunicavam-se instintivamente, rompendo a única fronteira que ainda parecia não ter sido tocada: a transmissão de ondas eletromagnéticas. Sim homem, vença o que ainda pode.
A fumaça do maquinário era impedida de atingir a atmosfera e se contentava em absorver a vida dos seres terrestres, adentrando seus sistemas respiratórios. Triumfavam em lágrimas e tosses, sobre os mesmo que haviam o mundo saturado de tanta inércia química. Deviam, então, correr para seus salvadores de trajes brancos, e ter fé na salvação do oxigênio industrial.
Inqueatação que se espandiam sobre o lapso do desespero. Já não sabiam diferenciar o impacto constante e ritmado das precipitações aquosas do trovejante estampido, sem qualquer cadência, dos raios. Apenas fotos sobre a escuridão: sorria.
Ofegavam o tempo que não percebiam ter corrido. Um último ruído rompeu então aquela terra e os lapsos demoníacos de luz passaram a ser a fonte dos olhos. Perdiam o que haviam construído e aprendido, inconscientemente, a depender. A diabólica onda avassalaria todo e qualquer sistema eletromecânico construído.
Dos prédios apagados, das ligações perdidas, das imagens corrompidas, do tempo não mais contável, aquilo que haviam se construído sobre parecia ter escorrido esgoto abaixo. Provavam a fúria da maior de todas as nações. O verdadeiro Deus tomava a sua forma, a única força em seu papel. Retomavam sua natureza, pelo mais redudante que fosse.
Os homens jamais compreenderiam como resistiram a tal martírio divino. Escreveriam por séculos para narrar a desesperadora noite que se seguiu, fosse por verso, prosa, canção ou cinema. Era a nova arte que ganhava um enorme caldeirão de discussões e sensações para se esbanjar. Provariam dela todos eles.
Um deles apenas diria que, quando o Sol enfim cortou o céu, viu o azul que jamais sonharia ver novamente. O brilho da vida retomava sua forma. Da crueldade da crú investidade da natureza, selecionou-se os homens do novo início. Nenhum deles desejaria provar aquilo novamente, porém o ciclo fundamental do universo levaria-os sempre aquela condição, até que livres de todo o mal estivessem.
Libertem-se em sua essência: a tempestade, enfim, cessou.
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domingo, 2 de novembro de 2008
Por que a flor canta Jingle Bells?
Minha modesta contribuição para o extenso acervo de inutilidades do YouTube.
Agora me respondam, por que ?!?!?!
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