domingo, 20 de julho de 2008

À beira de um ataque de nervos

Lá estava eu, apreciando o meu Cheddar McMelt e roubando batatas-fritas da minha irmã quando aconteceu.

Pessoas passaram correndo pelo espaço exterior à lanchonete, em direção à saída do shopping, como se algo de extremo perigo estivesse a ocorrer. Ouvimos gritos e mais passos. Os que, assim como eu, comiam, se levantaram e se dirigiram para o extremo interior da loja e se abaixaram, e pediam para todos fazem o mesmo. O medo se instaurou em todo o lugar, em pouco instantes.

Quando vi toda aquela movimentação, apenas pensei em segurar comigo a bolsa da minha mãe, e continuei a comer normalmente, observando a reação das pessoas. Não sei se sou tão frio a ponto de ter sido o único a não ter se assustado com aquilo tudo. Creio que frieza não seja a palavra certa.

Eu questionava a minha mãe sobre a razão de todo aquele pânico, tomando meu refrigerantet, enquanto ela se abaixava na mesa com a minha irmã, naquele momento muito assustada. Ocorreram algumas pequenas confusões isoladas logo depois, mas a origem continuava sem explicação. O pavor foi tamanho que fomos embora assim que um mínimo tempo para recomposição da ordem se passou. Vimos uma loja de portas fechadas, e ouvimos muitos boatos sobre o ocorrido.

De certa não tenho nenhuma informação, pois os boatos variaram de tiros à explosão de uma máquina de refrigerante. Entendo eu que ninguém teria, e mesmo assim se apavoraram. Em uma situação inexperada assim, penso eu que o mais seguro é manter a calma e a organização do sistema, para evitar a criação de problemas maiores, ou até mesmo de problemas quando for um alarme em falso. Talvez pareça muito simples falando, contudo teria tudo isto evitado.

Me disseram que isto é culpa da insegurança da cidade. Eu ainda penso que isso nada tem a ver com a situação. É uma desculpa. Desculpa para todos se afogarem no medo e no desespero, como se o atual estado de caos justificasse cada atitude.

Vamos parar, pensar e, então, agir.
Correr sem saber porque é burrice.
Fugir sem saber de que é covardia.
Não é violência cotidiana e pãnico eminente.

Temos uma sociedade à beira de um ataque de nervos.
Esse é o problema, e não a origem.

Pensar e, então, agir.
Do contrário, sempre se erra.
Não se pode deixar ser derrotado por susto.
Temos que vencer na reação.