domingo, 28 de junho de 2009

Pensando em você

Pensando em você,
Eu parava por aqui


Esquecia-me da vida,
Demorava para levantar
E demorava para dormir


Ficaria por apreciar,

Cada pingo de cor,
De cada menor lembrança
Que, difusa pelo tempo,
Não muda aroma e sabor


Pensando em você,
Sem possuir qualquer motivo

E da minha cabeça se ocupava,

Como o éter surgia,
De não restar qualquer espaço,

Para o ócio branco do vazio


Como um filme que sempre repetia,

Que você perdera as contas de quantas vezes vira
Mas ainda assim assistia,
Por não se lembrar do final feliz



Pensando em você,
Meus dias seguiram

Como um novo passatempo,
Tal qual quase vício,
Que já nem mais contrariava,
Fingia que nem existia

E, pararia quando quisesse,
Era o que acreditava,
Ainda assim, não conseguia,
Fosse pela força da prática,
Ou pela vontade vencida


Pensando em você,
Repensava em mim

Se a lente do mundo se mantinha,
O foco da vida mudava,
Imagens que eram provadas,
Trilhas que eram reescritas

O antes parecia distante,
De fazer questionar se existia,
Nem se lembrar como era,
Esquecia-me do que pensava,
Nem se, mais uma vez, assim viveria


Pensando em você,
Escrevi isso aqui

Tentava expressar,
O que ainda está comigo, aqui,
No que me aflige dizer,
Que ainda não consegui
Parar de viver...

Pensando em você.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A Nova Guerra dos Joysticks

Eu ainda me recordo do primeiro deles. Minhas mãos eram tão pequenas que ele mal cabia nelas. Tinha uns dois botões e um manche. O fio era tão curto que mal dava para ficar longe da televisão. Eram, então, quatro direções e duas ações possíveis. Era o mais incrível poder do Atari 8-bit.



O segundo era um retângulo. Conseguia ser bem menor que o anterior, sabe-se lá porque motivo. O botão de movimento era um só mas tinha, teoricamente, oito direções. A e B eram os dois botões de ação e o sensacional botão Pause ficava no próprio console. Eram os bons tempos dos cartuchos e Alex Kidd na memória do Master System.



O lendário Mega Drive trazia consigo a inovação do botão de ação C e o Pause no próprio controle. Algumas versões ainda traziam os sensacionais X, Y e Z, que nada mais eram que o próprio A, B e C, só que quando pressionados realizavam a ação repetidamente. Me lembro de uma versão pirata que tive, que ainda possuía o Slow, que pausava infinitas vezes seguidas, e o Turbo, que fazia o X, Y e Z ficarem absurdamente mais rápidos ao pressionados.




Nesta mesma geração 16-bit, foi lançado o maior divisor de águas dos joysticks. O modelo do Super Nintendo trazia consigo quatro botões de ação, A, B, X e Y, o Start e o Select e os admiráveis L e R na sua parte superior, para serem apertados pelos indicadores. Sim, a ação ia além dos polegares.


Este modelo seria seguido pela Sony em seu primeiro e inesquecível console: o PlayStation. Esse foi, na minha opinião (e da Sony também!) o apogeu. O controle definitivo, que seria reutilizado nas edições 2 e 3 do console, com a adição dos dois manches analógicos, do VibraShock e seus solavancos, do sensor de movimento e da retirada dos fios.



Chegamos então a um ponto curioso dessa evolução. Da nova geração de games, XBOX 360, PlayStation 3 e Wii se destacavam pela habitual melhora dos gráficos e aumento dos jogos online. Entretanto, o grande "boom" no mercado se deu por parte dos novos e inovadores josticks do console da Nintendo.



O Nunchuck do Wii aniquilou as vendas dos adversários tão facilmente quanto se tornou jogar com ele. Levanta a mão, gira, estica o braço... *controle voa pela sala*. Um novo patamar foi alcançado e um novo conceito de diversão, especialmente no coletivo, foi levantado para este mercado. Não querendo ficar para trás, a Microsoft e a Sony fizeram seus anúncios de novidades. E para estas três novidades, reservo a próxima parte dessa postagem.




  • A Nintendo e o Motion Plus


A empresa japonesa apostou no aperfeiçoamento do seu já tradicional controle. Afinal, em time que está ganhando não se mexe (muito). A idéia é melhor o reconhecimento dos movimentos, mantendo assim a compatibilidade com os demais games e acessórios do console.


  • A Sony e o EyeToy


O contra-ataque do PlayStation vem com a câmera de interação. O projeto não é lá muito novidade, mas ressurgiu na mídia recentemente. A jogabilidade pela sua imagem parece voltar a ser explorada para este modelo, afim de atingir o mercado do Wii, e tentar resolver o seu fracasso de vendas.


  • A Microsoft e o Project Natal


Ainda sem nome oficial, esse é, sem sobra de dúvidas, o mais ambicioso projeto para esta geração de games. A idéia de "seu corpo é o joystick" provocou uma enorme reviravolta no mundo dos jogos e, claro, passou a ser pauta oficial de qualquer conversa de jogador.




Ficção? Realidade? As duas coisas?

A maneira de interagir com as máquinas evolui a cada dia, deixando de ser burocrática e mecânica para intuitiva e interativa. Isso é visto, rapidamente, pelo movimento do mercado e, claro, os desejos dos consumidores são atendidos. Como vemos acima, a facilidade do toque na tela do Nintendo DS já o tornou mais um campeão de vendas, para jogadores de todas as idades.


Outra grande prova do que digo é a explosão dos jogos como o Rock Band. Não é apenas a música que dá um novo horizonte para esse ramo e sim as diversas formas diferentes de interagir, que surgem da criação dos "controles-instrumentos" por assim se dizer. Afinal, nada te convenceria de ser um Rock Star tão bem quanto girar as baquetas ao virar da música.

De fato, não sabemos o que o futuro da tecnologia nos reserva, mas é certo que é um universo que não beira mais o "passatempo de criança", passando por todo o público jovem e destruindo a fronteira do preconceito de qualquer jogador-de-bola-de-meia conservador. Assim sendo, é cruzar os dedos e agradecer por ver tal revolução acontecer. E, também, claro, trabalhar agora para garantir o game de amanhã !

Novo Uniforme do Flamengo: Temporada 09/10

Essa é a provável cara do novo uniforme do Flamengo, distribuído (finalmente!) pela Olympikus. Com listras longas e sobre os ombros, o novo modelo parece daqueles bem simples e belos, com o toque dos tempos antigos. Uma nova manga aparece neste modelo. Falta ver como ficarão dispostos os novos patrocínios da equipe no modelo. O lançamento oficial está marcada para quarta-feira, em uma apresentação de gala.

É o Manto Sagrado.
O resto é só uniforme.

Revista Galileu: Junho 09

Pois bem. Estava eu indo para a faculdade numa bela quarta-feira. Ouvia pela septuagésima vez o disco novo do Dream Theater e seguia meu caminho tranquilamente. Passei pela banca da entrada do Nova América e, então, me lembrei da Galileu. Procurei, e não achei. Perguntei ao jornaleiro, que rapidamente a encontrou, e adquiri a minha companheira de viagens.

Comecei a ler ela no ônibus até a faculdade mesmo. Até então, eu via a Galileu como uma revista bem densa. Não pesada como a SciAm, mas excessivamente séria, como é normal da Editora Globo. O que eu obtive foi uma surpresa bem agradável, em uma publicação bem mais recheada do que o habital Guia-dos-Idiotas da Super.

A Galileu passou por uma reformulação, que acabei por provar nesta edição, quase que acidentalmente. O visual, mais moderno e leve, dá um gosto todo especial ao leitor. Além do que, a revista prega o mundo bem além de suas páginas, mostrando seu próprio blog e, claro, o Twitter.

A matéria da capa, sobre o Google e a sua ameaça fantasma. Talvez não tenha assunto presente e interessante para ser falado. Do lado de dentro: a vez da malária, o Brasil Nuclear, Cérebro eletrônico, a queda do rei do spam, dentre muitos outros assuntos.

Assim sendo: Ciência + Tecnologia + Cultura + Consumo = Galileu.

Aprovada por mim e, a partir de agora, recomendada a todos que gostam de uma boa e macia leitura sobre um mundo de verdade, que nem sempre ouvimos sobre por aí.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A lei do mais forte

Adriano entrava no vestiário após o treino desta quarta-feira quando olhou para Jorbison, lateral-esquerdo reserva do Flamengo, e perguntou:

- Vai dar entrevista?

Mesmo com o jovem, de 17 anos, respondendo negativamente, o Imperador brincou:

- Vai lá e fala bem de mim. Caso contrário vou te quebrar.

domingo, 21 de junho de 2009

Play Same !



E rumo a Copa do Mundo!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

É tanta coisa...

É muita coisa para fazer. O mês de Junho está sendo (e ainda será) demasiado agitado para mim. Meu medo é até de me esquecer uma prova ou um trabalho que tenho que fazer. Entretanto, continuo com a cabeça fervilhando de coisas a escrever. Para amenizar essa situação, resolvi adiantar os assuntos aqui, e depois me cobrem para eu falar com mais calma sobre eles! Por esse mês são:

- A última edição da Revista Galileu;
- O primeiro álbum do Chickenfoot;
- O décimo álbum do Dream Theater: Black Clouds and Silver Linnings;
- As tragédias Rubro-Negras;
- A nova guerra dos video-games;
- As 21 canções de Carlos Eduardo;
- Transformers 2 (e Megan Fox, claro.) !

Volto assim que der!
E como desejo que seja logo...

sábado, 13 de junho de 2009

It's not unusual



A última dança do Carlton !

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia dos Namorados

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Oh Yeah!


domingo, 7 de junho de 2009

As Vozes do Metal Hoje!

Top 05:
Tim Owens






Top 04:
Jørn Lande





Top 03:
Mike Akerfeldt






Top 02:
Roy Khan





Top 01:
Russell Allen

O professor está SEMPRE errado.

Se é jovem, não tem experiência
Se é velho, está superado

Se não tem carro, é um coitado
Se tem carro, chora de "barriga cheia"

Se fala em voz alta, grita
Se fala em tom normal, ninguém o ouve

Se não faltas às aulas, é um "caxias"
Se falta, é um "turista"

Se conversa com outros professores, está falando mal dos alunos
Se não conversa, é um desligado

Se dá a matéria toda, não tem dó dos alunos
Se não dá a matéria, não prepara os alunos

Se brinca com a turma, se faz de engraçado
Se não brinca, é um chato

Se chama a atenção, é um autoritário
Se não chama, não se sabe impor

Se a prova é grande, não dá tempo
Se a prova é pequena, tira as chances dos alunos

Se escreve muito, não explica
Se explica muito, o caderno não tem nada

Se fala corretamente, ninguém entende
Se fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário

Se o aluno é reprovado, é carrasco
Se o aluno é aprovado, é mamata



Seja lá quem escreveu isso, é bastante de verdade.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Do inverno

Da raiz do corpo surge
Eluindo, polegada por polegada
Até que atinge as primeiras dobras
E, lentamente, se acalma

Leve atmosfera
Afiada, contra a pele
Rouba a agitação
Cresce o custo de cada segundo

O sono que te convida
Leito que te convence
Mais cinco minutos fica
Torcendo para durarem para sempre

Troca o sorvete pelo café-com-leite
Perto do fogão para ficar quente
Cobertas retiradas, reviradas, do fundo do armário
Conforto de não se sentir sozinho

E o Sol que se esconde
Ou aparece, quase que por obrigação
Se faz só por iluminar
Esquece-se do aquecer

Sente a saudade de transpirar
De pular do quente do piso
Do girar dos ventiladores, ao máximo
Do papo sobre o calor no elevador

Verdade é que o frio desacelera
Nos deixa mais sós quando sós
Mais tristes quando tristes
Mais nós quando nós

Verdade é que o frio só desperta
O querer ficar junto
O querer ficar feliz
O querer ser feliz