sábado, 29 de agosto de 2009

ORCA

ORCA é um pacote de programas que realiza cálculos de modelagem molecular de diversas espécies, como Ab initio e DFT. Foi desenvolvido pelo grupo de química teórica da Universidade de Bonn, na Alemanha. Com variadas ferramentas e métodos modernos de cálculo, um dos principais objetivos dos criadores deste software era tornar a química computacional acessível a todos, independente que você trabalhe com química, física ou até biologia.

Na prática, pode ser obtido facilmente pelo cadastro na página do grupo (http://www.thch.uni-bonn.de/tc/orca/). Já é encontrado na forma binária, sem precisar daquelas epopéicas etapas de compilação, e para diversas plataformas e sistemas operacionais. Na página, também é possível ter acesso ao manual e tutoriais do programa, que tem, de fato, uma utilização das mais simples.

O constante desenvolvimento do software também é um ponto positivo para o grupo, mantendo sempre atualizado com novos métodos e tecnologias. Outro motivo para se aventurar neste pacote, é a lista de discussão oficial, que possibilita a troca de experiências e a resposta de dúvidas sobre o ORCA. Recomenda-se, também, o uso do programa Molekel (http://molekel.cscs.ch) para a leitura dos dados gráficos obtidos.

A minha experiência com o programa está sendo boa até o momento. Apenas recomendo, aos mais receosos, que utilizem a última versão estável, pois a 2.7.0 ainda apresenta alguns problemas na comunicação paralela.

Escrevi alguns scripts que facilitam a vida do utilizador do programa (especialmente se for iniciante). Para obtê-los, acesse http://code.google.com/p/lqic-scripts/.

É isso, espero ter ajudado alguém com isso!

domingo, 23 de agosto de 2009

Mega Man Maverick Hunter X


Me lembro do meu primeiro GameBoy, a pilhas e onde as imagens eram formadas por pixels pretos somente. E, assim como o carregava comigo, trazia sempre a fita do MegaMan IV e um pedaço de papel que trazia os antiquados Passwords para as fases do jogo. De lá para cá, as coisas mudaram. Versões em 3D do jogo apareceram, em games quase de RPG, mas seus últimos lançamentos retomaram a clássica tela do 2D, para não deixar de lado a vitalidade da aventura do menino-robô de roupa azul.

Esta versão para PSP traz consigo gráfico um tanto interessantes. A plataforma 2D clássica aliada ao 3D nos cenários e personagens do jogo. Seria isso possível, sem perder o gosto clássico do game? Sim!!! O esquema da aventura é o mesmo. Chefes ao fim de cada fase, armas novas obtidas e que devem ser usadas nas próximas fases se pretende vencer. Sinceramente, só senti falta mesmo da rasteira que ele dava nos antigos e do amigo de sempre Rush, o cão-robô vermelho.

Não tenho muito a dizer, pois todo mundo que já jogou MegaMan sabe do que se trata este jogo. É uma versão tão divertida quanto qualquer outra, e recomendada para qualquer louco que também tenha um PSP. Para quem quiser conhecer melhor e ver a idéia gráfica que falei, assista o vídeo1


El Diablo - Parte 06

Quando abriu os olhos, Blankh estava num lugar que muito bem conhecia. As paredes, pintadas de azul por seu próprio punho, avisam a ele que se encontrava em seu quarto. Tentou seu primeiro movimento e sentiu-se como preso a uma tonelada de aço. Mais de uma dúzia de ataduras cobriam seu corpo. Se lembrou dos dentes cortando seu braço e a memória da longa aventura veio inteira em sua mente. Recolocou-se sobre o travesseiro e seguiu a esperar que alguém lá o notasse.

Uma menina se aproximou da cama. Na ponta de seus pés, conseguia ficar um pouco mais alta do que o cômodo. Olhou fixamente para os olhos de Blankh, que acabou por sorrir de volta. Saiu apressada e voltou acompanhada por um homem. Luna era irmã de Blankh e, apesar de tão pouca idade, tinha dedicado seus últimos dias a cuidar do irmão. Quem a acompanhava era Charlie, um oficial americano que havia chegado na cidade depois dos misteriosos acontecimentos da última semana. Também passou seus dias a esperar pela recuperação do coma e, claro, ajudar Luna a cuidar de tudo por lá.

Apresentou-se a Blankh e logo explicou o motivo de ali se encontrar, da mesma forma que havia dito às pessoas da cidade e para a própria Luna. "Não são coisas que acontecem todos os dias e temos que entender o motivo que levou alguém a liberar este ser.", disse a ele. "Talvez não queira conversar agora, mas aguardarei e auxiliarei em sua recuperação de todas as formas possíveis", conclui Charlie.

Blankh limpou sua garganta com um longo pigarro e disse as primeiras palavras depois de dias. "Sabe, meu amigo, deveria voltar para seu país, assim como eu a muito também deveria tê-lo feito. Você não quer ver o que eu vi.". Pelo mais que não quisesse admitir, Charlie realmente não gostaria de encarar a fera de frente, pois não era nada além de um burocrata na organização militar americana.

"Você já sentiu medo?", prosseguiu calmamente. "Não, você não sentiu até que aqueles olhos vermelhos penetrem sua mente. Como mergulhar num pesadelo, mas sem saber se vai acordar na sua cama de novo.", uma curta risada interrompeu seu discurso. "Pelo mais irônico que seja, cá estou eu. Acordando em minha cama.". Charlie interrompeu o conto de Blankh: "Hector foi levado por ele. É um dos homens mais importantes desse país e muitos poderiam estar atrás dele. É por isso que estamos aqui, e não por uma caçada.".

"Ele não obedecia alguém. Não levou teria feito isso por algum motivo político ou sabe-se lá o quê. Talvez você não seja capaz de entender o que é isso...", desferiu Blankh. Charlie respirou fundo e seguiu até a porta, "Eu estarei aqui, caso você resolva falar de verdade sobre o que viu.". "Nem que eu soubesse todas as palavras dessa língua poderia, amigo. Ah, e pede para a Luna me trazer um pouco de água.", encerrou Blankh e se pôs a descansar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Boliche totalmente emocionante


Atentem para a minha pontuação e a do meu amiguinho Erick.

Vitória por um pino maceteado na canaleta da direita da pista!!!!!

sábado, 15 de agosto de 2009

Aulas de canto

Depois de total insistência do Fantuzzi (de ser doido e acreditar que eu tenho potencial para isso), comecei hoje minhas aulas de canto. Por enquanto, vão ser exercícios de respiração, aquecimentos e vocalizes. Agora é ter paciência e onde vou parar.

Ah, para constar, o professor aí embaixo ó:



Sinistro.

=D

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

El Diablo - Parte 05

Não era surpresa para ninguém que tal inimigo não fosse tão facilmente derrotado. Talvez para Hector fosse. Para ele, a fé e a Palavra seriam mais do que o suficiente para livrar o mundo da pertubação vinda do inferno. O que parecia não entender é que aquela besta havia cruzado o território de seu conceito de realidade.

Seu clamor foi seguido por um movimento totalmente inesperado. O monstro criou asas. Como asas de morcego, se abriram em um único golpe, arrebentando qualquer corda que o prendesse. Estava de pé novamente, e maior ainda parecia. Urrou contra o bispo a plenos pulmões. O homem, no entanto, se mantinha de pé e com seu crucifixo firme.

Diante dos acontecimentos anteriores, se esperava mais uma cena de pura violência. Hector esbravejava seu latim, a ponto de que intimidaria qualquer homem na Terra. Blankh teria tido sorte de não presenciar aquele embate, pois ainda mais ficaria sem saber como reagir. Talvez por isso, não houveram mais batalhas naquele salão.

O diabo realizou um vôo certeiro. Em seus membros inferiores apreendeu seu adversário e se confrontou com as paredes rochosas da Igreja. Deveras ainda se encontrava ferido, mas era impressionante a resistência de seu corpo. Atingiram a noite com total violência e seguiram por dentre as nuvens. Em meio tal agitação, Hector deixou escapar dentre suas mãos o símbolo do Divino. A peça de ouro cairia não longe dali, sobre o frágil telhado de uma garagem.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

El Diablo - Parte 04

O homem mais alto amarrou as gigantescas mãos do demônio, colocando-as junto às costas, para dificultar uma tentativa de soltura. Sentou sobre suas pernas e, de forma semelhante, amarrou seus tornozelos usando o outro pedaço da corda do sino. Uma vida dedicada a Marinha havia lhe dado não só músculos, mas também poderosos nós. Pensou que se nem navios se soltavam por que um ser vivo o faria. Esqueceu que não lidava exatamente com um ser vivo.

Os outros dois seguiam em sua frenética discussão. O homem de bigode não parecia concordar com que o rapaz de chapéu dissera. Ao verem que o inimigo estava preso, o do chapéu se dirigiu, apressado, para fora do cômodo. Os outros dois sentaram-se, enquanto analisavam com os olhos a besta que ali estava. Seus olhos curiosos corriam todo por todo o corpo, coberto de uma pele negra e rígida como escama de tubarão. O sentimento que compartilhavam era um misto de medo e apreensão.

Ouviram passos subindo a escada. Voltava o homem de chapéu totalmente ofegante, engolindo todo o ar que tinha ao seu redor. Era difícil imaginar o que lhe fizera correr assim, depois de enfrentar aquele ser. Enquanto ainda tentava se recuperar para falar, um outro homem chegou das escadarias. Vestia uma longa batina tão preta quanto o monstro. Seu semblante era rígido, o que já demonstrava sua força, que não se limitava apenas ao meio ecumênico.

Hector era o bispo da Igreja e um dos homens mais influentes do pequeno, e religioso, vilarejo. Era respeitado por todos, fosse por admiração ou por temor. Em suas mãos trazia um enorme e, aparentemente, pesado crucifixo de ouro. Acenou brevemente aos três pistoleiros, pedindo para que se retirassem do local. Como se já esperassem aquele comando, tomaram o caminho da escada quase que imediatamente.

Pareceu pouco se importar com grotesco corpo amarrado no chão. Deu uma volta pelo salão, fechou as janelas abertas e reacendeu as velas que se encontravam apagadas. Enfim, Hector se dirigiu calmamente ao monstro silencioso. Ergueu crucifixo sobre sua cabeça e dirigiu as primeiras palavras ao demônio. O latim soava ainda mais arcaico em sua voz grave e firme. Terminou sua reza e o diabo desferiu seu primeiro grunhido de sofrimento.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

El Diablo - Parte 03

O que Blankh esqueceu de calcular foi a altura da qual saltava. O salão da igreja, onde se travava a batalha, se encontrava no terceiro e último andar da mesma. Talvez nem fosse um queda tão considerável para um homem treinado contra condições piores em um conflito armado, porém, considerando seu estado física depreciável, a queda direta seria praticamente fatal. Nem ao menos teve tempo para estes pensamentos quando se chocou com o telhado de madeira.

Estava de face para a noite, novamente. Sentia que a dor continuava a se espalhar por seu corpo e muito pouco lhe restava para tentar reagir aquela situação. Ao menos, o inimigo parecia estar fora de seu alcance (apesar de pensar assim, o correto seria afirmar o inverso). Forçou o braço que menos lhe doía e tentou se erguer contra e um estalo rompeu o silêncio da noite. Não imaginava que se tratava do ruído frágil da antiga construção de madeira e, muito menos, que apenas alguns instantes depois estaria em queda livre novamente.

Dessa vez, a queda de um andar fora mais dolorosa pois era muito menos amortecida. Atingiu com as costas o concreto frio do abandonado estacionamento da instituição religiosa. Agora sim, era sua vez de romper o silêncio com um potente e rasgado grito, que tentava, de alguma forma, compartilhar seu sofrimento com o universo. Pouco efeito teve quanto a isso, pois seu corpo não deu qualquer alívio real da situação. O que desejava, no entanto, que fosse, ao menos, um poderoso combustível para um chamado de socorro.

Estava cercado por pedaços arrebentados da madeira envelhecida de tantos e tantos serenos. A luz ambiente agora era bem diferente das anteriores. A garagem era iluminada por quatro lâmpadas longas e antigas, que faziam todo o lugar vibrar constantemente em um frequência absurdamente irritante. De pouco adiantava ao rapaz franzir as sobrancelhas para obter uma imagem estática do local, era como assistir a um filme antigo: quadro a quadro. Em toda a longa extensão do local, só conseguia mesmo visualizar uma antiga caminhonete, cercada de longas teias de aranhas, e uma pirâmide de feno com o dobro de sua altura. Percebeu, então, que não tinha saída de lá.

Apesar dos largos anos no exército, Blankh só havia enfrentado um único conflito armado, em área civil mesmo. Na teoria e no treinamento, era perfeitamente capaz de lidar com aquela situação, mas após tantos imprevistos acontecimentos sobrenaturais daquela noite, nem ao menos sabia em quê acreditar. Usou a última energia que tinha para tomar uma profunda respiração. Com muito esforço, engatinhou cerca de cinco metros em direção ao veículo. Seu trajeto fora todo marcado pelo sangue, que ainda escorria fortemente, da mordida feroz que havia sofrido. Por fim, sentiu-se frágil e os sentidos começaram a lhe escapar. Uma mão o puxou pelo ombro, mas já havia abandonado sua consciência.

sábado, 1 de agosto de 2009

El Diablo - Parte 02

Três homens saltaram salão a dentro e, como um vigoroso cartão de visitas, fizeram funcionar as longas escopetas que carregavam. A saraivada desordenada, oito tiros de cada um em um mínimo intervalo, se espalhou por toda a área. Tamanho foi o transtorno que algumas das velas acesas se apagaram e alguns dos poucos vidros das janelas ficaram rachados. O diabo fora derrubado e Blankh só percebera isso pelo sumiço de sua sombra.

Se tratavam de três legítimos homens do México. De pele mais morena, olhos arredondados e um deles, que se portava como líder, possuía um autêntico bigode nacional. Fisicamente, não se tratavam de homens preparados para aquele embate. Pelo que vestiam e portavam, deviam se tratar de fazendeiros da região que ali chegaram pelo alarde criado pelo duelo entre o monstro e o garoto. De fato, ali estavam para enfrentar o folclórico vilão daquelas terras, que, até o momento em que derrubaram as madeiras da porta, não passava de um conto.

Para Blankh, o estardalhaço criado era uma oportunidade única para tentar se salvar. Tolo seria quem ainda esperasse um ato heróico do rapaz, nesta situação. Escorregou pelo fundo da sala, seguia em direção a única janela aberta, apesar de não menos quebrada. Se arrastava como um cão, enquanto seus joelhos marcavam seu trajeto com o sangue que lhe escorria vítreo. Era a passagem mais baixa que tinha para o lado de fora. Ergueu-se com os braços apoiados no parapeito, de onde apreciou, por alguns segundos, a brisa daquela noite. Por alguns segundos, pois lançou-se ao exterior da forma como pode fazê-lo.

Para o demoníaco ser, o estardalhaço foi um duro e inesperado golpe. Já havia sido atingido pelo último descarregar do soldado e agora sofria com o impacto de tamanha grandeza, que rapidamente o enviou ao chão. Não que alguma foma de dor o tomasse mas seu estado sobrenatural não o livrava da conservação da energia cinética das balas. Os três 'mariachis' o cercaram em poucos instantes. O maior deles já tentava amarrá-lo com uma longa corda que havia retirado de um dos sinos enquanto subiam as escadas. Pouco se importou com toda aquela movimentação pois esperava resolvê-la muito em breve.

Para os três mexicanos, o estardalhaço era a canção da vitória. Ao ver o enorme corpo negro atravessar todo o último andar da igreja, nem tomaram ciência do homem ferido que se movia sofridamente ao fundo. Invadiram o local e discutiam o que fazer. Se falavam de forma veloz e atropelada, que era acentuada pelos contornos naturais de sua língua. Não demoraram em decidir o que fazer. Começaram, então, a executar seu plano de exorcismo.

Can't Sleep


Para me entender.