sábado, 31 de janeiro de 2009

Nem precisa pedir duas vezes...

Estava eu aqui procurando os drivers da minha sensacional impressora da Lexmark, a fim de instalá-la, quando, após uma rápida busca ao Google, me deparo com a seguinte pérola:


Não acredita? Visite também!

Haja "disculpa" para explicar uma dessas hein?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O Espelho - Parte 2

Fixava seus olhos escuros em um ponto distante, ao fundo da sala, enquanto as suaves mãos daquela mulher acariciavam suas costas desnudas. Inspirava profundamente, de maneira rígida, sem retirar de sua mente, por um único momento, a beleza cristalina de sua imagem refletida. As velas que iluminavam o pequeno cômodo começavam a se derreter, enquanto se esvaia a nitidez da visão de Blankh. Sentia-se incapaz de se concentrar em algo diferente de sua visão real de sí.

Os dedos dela massageavam seu pescoço e ele seguia mantendo o silêncio. Delicadamente, ela rompeu o estado conservado e passou a ele a questão que mantivera em sua mente. "No que tanto você pensa?", disse e continuava a tocá-lo. Inspirou, mais uma vez, a maior quantidade de ar que conseguira e, enfim, desferiu sua palavra. "O Espelho. Você tinha que ver aquilo também.", falou Blankh sem qualquer modificação em sua expressão. Seguiu descrevendo como havia visto a si mesmo e o seu redor com tamanha clareza. Continuava impressionado e apaixonado.

Havia dentro dele um enorme desejo de rever aquela imagem, sem nem saber exatamente porque. O pesado feitiço da realidade caíra sobre ele de uma forma que jamais esperaria. Digeria a raiva que tinha daquele homem, que nem o nome sabia, mas se recusara a lhe trocar aquele tesouro. De sua mente, agora, não conseguia tirar a idéia de como teria para sí aquele espelho. Pensava firmemente e seguia sem dar qualquer importância à mulher. Se ver novamente.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Ela.

"Porque sempre eu?" se perguntava ela enquanto atravessava a avenida. Rápidos eram os veículos que a cruzavam e apenas borrões de luz os identificavam. Ela não dava importância para aquilo, seguia calada e pensativa. Virava uma, duas ruas e abria seu guarda-chuva, que por um golpe de sorte não esquecera no caminho. Continuava andando, olhando para a frente fixamente, como se nada fosse capaz de mudar seu pensamento ou mesmo seus passos pesados.

E firme seguia noite a dentro, determinada em sua caminhada mas, ainda assim, se sentia perdida em sua vida. Tudo parecia tão fácil se ela não fosse ela mesma. Afinal, para todos os outros, viver parecia uma tarefa muito mais simples. A chuva, que parecia cair somente sobre ela, era mais um daqueles obstáculos que se limitavam ao seu universo particular.

Haveriam os que diriam que ela apenas queria encontrar um caminho mais fácil. Haveriam os que diriam que ela reclamava apenas por reclamar. Haveriam os que diriam a ela que não era capaz de ser. Haveriam os que diriam a ela para acreditar, e somente neles ela não acreditaria.

Subia a ladeira enfrentando a água que escorria em seu fluxo natural. Encharcava suas meias de tanto que os próprios tênis já não ofereciam resistência. Pisoteava as bocas das próprias calças, também molhadas e agora cobertas pela lama. A falta de acurácia do andar era compensada pelo peso da, que parecia enorme, mochila nas costas, que não a deixava sair do rumo. Enquanto o vento espalhava as gotículas em toda a sua perpendicularidade e tão pouco aquele escudo de pano em galhos metálicos lhe servia. Desejava estar em volta em sua própria bolha de plástico e chegar logo, e seca, ao seu lar.

Era mais um fim difícil de um dia tanto quanto. Queria chutar uma árvore, tão inocente quanto a própria, correr alguns metros e gritar em alto som. Ainda assim, Se continha em suas pequenas lágrimas, que se misturavam com as que caíam do céu, em sua passada compassada e em seu berro silencioso. E quando a esse ponto alcançava, se mostrava do que imaginava, ou ainda assim seria capaz de ver.

Ela queria ser a melhor no que fazia. Ela queria ter sempre bons resultados. Ela queria que a vida inteira não fosse assim tão difícil. Ela não queria ser mais uma no mundo. Ela não era, só precisava crer nisso.

Sonic Rivals


O Porco Espinho azul mais rápido do mundo está de volta!
Bem, pelo menos para mim.

Acredito que quase todos nós crescemos observando Sonic, Tales e companhia correndo de um lado para o outro, catando suas moedas e esmeraldas e, claro, caçando o Dr. Eggman. Assim como nós, os video games também cresceram e muitos conceitos de jogabilidade mudaram de lá para cá. A série Sonic não ficou para trás e também se adaptou a essas novas idéias e tecnologias e, bem, isso as vezes assusta aos fãs mais saudosistas.

No primeiro contato meu com esta nova série, em Sonic Rivals (I e II), para PSP, a sensação foi de pura estranheza. Não era mais aquela coisa de quebrar as televisões e ganhar os bônus sem ter lá muita pressa para pasar de fase, havia um adversário, personagem ou relógio, para ser batido. A verdade é que a grande característica dos personagens desse jogo sempre foi a velocidade e esta é enfim largamente explorada dentro dos jogos.

Não é fácil a adaptação ao pensamento rápido e o reflexo enloquecido necessário em certos momentos. Eu resolvi então dar uma chance ao jogo novo (afinal, é o meu personagem favorito) e tentar me adaptar aos novos tempos. Para a minha própria surpresa, o resultado tem sido bem positivo. Depois de se acostumar com a correria do jogo, você passa a perceber que a essência do bom e velho Sonic do cartucho de MegaDrive continua alí. Ainda verá novos personagens bem interessantes, como Shadow e Silver.

Então, para você que gosta das aventuras do porco espinho mais famoso do mundo e tem acesso a alguma plataforma com títulos recentes lançados (e olha que nem precisa ir tão longe, para PC mesmo tem), a minha sugestão é que dê uma chance para os seus dedos e não se arrependerá de mergulhar de volta em sua infância, só que muito mais rápida.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

The Silent Man



Minha humilde versão da música do Dream Theater, com voz e Guitar Pro.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Desânimo

Quando é difícil de se levantar,
quando a vontade é de fechar os olhos e permanecer.
Não há uma brisa que atinja,
não há um raio de sol para abrir.

O inevitável soa tão próximo,
o fim da linha se torna palpável,
e então você se descobre e descobre,
que queria ter feito tanto diferente.

Pedras do caminho já realocadas,
obstáculos desconstruidos,
ainda assim parece que,
alguns buracos foram apenas saltados.

Se não se vê o alvo na parede para acertar,
se é apenas um horizonte inanimado,
se o futuro vai chegando e acontendo,
por sí só e nada mais.

O homem cansa de olhar para dentro,
da busca sempre necessaria,
daquilo que somente nos enganamos
mas de verdade nunca temos.

Se lhe servem números e quadrados preenchidos,
horários definidos e movimentos estabelecidos,
procurava a última roupa colorida no armário,
em busca de um brilho naquele dia.

Se perguntava porquê ainda se perguntava,
o que queria tanto encontrar,
se tinha alguma razão para isto,
ou se tratava de mais uma ilusão humana.

Comer uma caixa de chocolates,
correr quatro quilômetros,
escrever páginas e páginas,
sonhar acordado.

Pular da cama e enxaguar o rosto,
sorrir para o céu azul,
mesmo que engolido pela vontade de voltar,
e se entregar a cama.

Siga em frente,
homem solitário,
de companhia e de destino,
que a vida volta, sempre volta.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Faculdade

Do latim: facultate

Substantivo
fa.cul.da.de
feminino (plural: faculdades)

Força física ou moral que torna a pessoa capaz de atuar e de produzir certos efeitos;
Propriedade;
Qualidade;
Permissão;
Aptidão;
Facilidade;
Destreza;
Capacidade;
Virtude;
Direito, potência moral ou psicológica;
Autorização de fazer alguma coisa;
Escola superior onde se ensina qualquer um dos grandes ramos de saber;


O significado dessas palavra contém todos estes itens, e não só o último como acredita a grande maioria.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Sem Assunto

A verdade é que não escrevo pois estou sem assunto. Não que não ande fazendo nada da vida por aí, que não venham acontecendo coisas para contar e recontar, que eu não tenha idéias e pensamentos para compartilhar, que não tenho visto bons filmes, ouvido boas músicas ou lido livros. Talvez a vida tenha dado uma pausa e se esqueceu de me avisar.

Fervilha minha mente em idéias, enquanto se mergulha em um lago congelante. Falta o impulso: a primeira frase. E como formá-la se as palavras escapam entre teclas invisíveis que rodeiam cada letra do teclado? Então escrever em branco, em silêncio no já inaudível.

Acredito até que do tanto a se dizer surgiu o nada para declarar. O díficil de decidir como o fazer e por onde começar. A verdade é que eu detesto essas épocas sem criatividade e, infelizmente, isso anda bem cotidiano. Espero que passe logo, e tão logo volte eu a escrever sem parar por aqui.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A Regeneração

Repousava sobre a areia com os braços ao redor dos joelhos. Mirava um ponto distante no interior da noite, sem saber ao certo se era céu ou mar. Tomava sua respiração lentamente, concentrado em cada mínimo movimento que fazia. Não sabia mais, precisamente, onde terminavam seus pés e começava a areia, agora que o mundo parecia tão áspero para seu tato. Ainda assim, ele questionava a existência das gotas que atingiam, se seriam a precipitação dos céus ou mesmo o respingo do profundo.

De certo pouco possuía enquanto embarcava no seu interior silencioso. A vida explodia ao seu redor e se limitava a assistir seu próprio isolamento. Ninguém concordaria que aquele era o momento para olhar para dentro de sí, porém, de alguma maneira injustificável, era o necessário. Não seria o mais adequado contabilizar o tempo utilizado para, visto que era relativo em termos de pensamento, saberia apenas que duraria toda uma vida até alí.

Vira o mundo em muitas cores diferentes, com mudanças a cada segundo. Estouravam no alto em faíscas e faziam o espetáculo do dia em plena noite. Anunciavam os novos tempos, que todo o tempo chegam mas que, por algum motivo arbitrário, se faziam necessários comemorar naquela instância. Os homens de branco o celebravam com tamanho entusiasmo, fossem abrindo suas garrafas, saltando e abraçando ao próximo. Não queria um abraço, só queria começar novamente.

Buscava sua regeneração por acreditar no novo início da vida. Em todo momento isto seria possível, contudo as circunstâncias da vida moderna e seus calendários tornavam daquele o perfeito para. Desejava encontrar, no que viria, sua felicidade. Crescer, construir e formar. Encontrar, enfim, dentro de si o homem que deveria ser e deixá-lo tomar a vida. Aprender a viver era um desafio cada vez maior e cada vez mais imprescindível.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Santa Claus Conquers The Martians



O pior filme já feito.

Não, não é exagero. Assista e concorde!

O ano de 2008

O meu ano de 2008 começou na praia e terminou na praia.
Comecei em uma aventura na praia da Barra, ao lado dos meus amigos de todo o sempre, Cleber e Rennan, rumo a rave e uma noite de longas caminhadas. Terminou com Fantuzzi, Rene e Francisco em uma, agora sim, muito longa caminhada pela praia de Copacabana até o Arpoador.

Como deu para perceber, de diversão o ano de 2008 foi cheio.
Foram muitos lugares visitados, como o Mangue de sempre, o Shenaningans, o Maracanã e o Pão de Açúcar. Foram as festas, de aniversário e de encerramento da COSQ e do IQ. Foram, também, muitos jogos, como o futebol do IQ, o Ragnarok com a minha irmã, o Gartic, o Pictionary, o Banco Imobiliário dos Simpsons e, evidentemente, o meu PSP (e porque não o PS3 alheio?).

A arte engoliu o ano de 2008 de uma forma mais intesa do que o habitual.
A música, com os inesquecíveis shows de Joe Satriani e do Dream Theater e o ótimo Death Magnetic lançado pelo Metallica, além das muitas coisas que eu comecei a ouvir bastante, como Beatles. O cinema, com os muitos filmes que eu acho que nem conseguiria listar aqui, mas guardo o lugar para O Cavaleiro das Trevas, Wall-E e Ensaio sobre a Cegueira. Os seriados, como o Lost, que se dirige ao seu final, e o hilário The Big Bang Theory. Também não posso deixar de fora o lançamento do mangá da Turma da Mônica Jovem, que me fez lembrar os bons tempos das revistinhas.

2008 também foi um ano entupido de trabalho.
Afinal, todas as matérias da faculdade deram bastante trabalho, fossem com seus trabalhos enlouquecidos e relatório enormes ou com os volumes de matéria avassaladores para as provas mais bisonhas, até mesmo para aprender a dirigir. ambém teve a monitoria do laboratório de informática, as várias coisas que aprendi na iniciação científica, as participações na COSQ e no CAIQ.

Nesse último ano eu aprendi bastante sobre as pessoas, para o bem e para o mal. Confiei, desconfiei, compartilhei, reestringi, temi, enfrentei, odiei e amei. É, foi um jogo louco dos sentimos.

No fim, acredito que todo o trabalho é recompensado, de uma forma ou de outra, só não podemos é parar.
Feliz 09' a todos os zero leitores que eu tenho!