segunda-feira, 21 de julho de 2008

Wall-e


Eu amo a Pixar.

Esse fim de semana que passou, como comentei brevemente na postagem anterior, levei minha irmã para assistir Wall-e no cinema. Acredito até que eu estava mais ansioso por ver o filme do que ela, mas isso não vem a esta discussão.

Wall-e é a sigla de Waste Allocation Load Lifters - Earth Class, que é a identificação deste tipo de robô. Na história, nós, espertos seres humanos, deixamos o nosso planeta num estado insustentável para curtir um divertido cruzeiro de férias enquanto os Wall-e's arrumavam a nossa bagunça por aqui.

Setecentos anos se passam e apenas um exemplar destes robôs continua na Terra. Ele prossegue com o seu trabalho normalmente, compactando o lixo e empilhando na forma de gigantescos prédios. E, dentro de toda a sujeira, colhia para si os objetos que julgava mais importante, preservando a história e a essência dos homens que por ali passaram. De filmes a lâmpadas, seu depósito-casa era o ambiente mais agradável do planeta destruído.

Então, seu mundo muda quando chega a sonda Eva, a procura da vida que provaria a sustentabilidade do planeta para os humanos viajantes. Era a chegada do primeiro ser naquele lugar, além dele e da barata que o acompanhava. Inicia-se então uma jornada movida pelo sentimentos entre os dois robôs, a determinação de cumprir uma missão e a reabilitação da nossa espécie.

A beleza do filme é dada pela falta de diálogos e, especialmente, daquelas trágicas piadinhas dubladas. É sensível no drama da existência do robô solitário, assim como eu acredito que "Eu sou a lenda" deveria ter sido. Eu devo ser o único maluco que preferia que o filme fosse todo parado, sem aquela agitação toda do final.

A mensagem que o filme tenta transmitir é um alerta para com a alienação da nossa sociedade, não só para com as questões ambientais em termos ecológicos. Através das vantagens dos grandes avanços tecnológicos, as distâncias se tornam pequenas até para em termos astronômicos, contudo, só parece aumentar entre cada um e o seu ambiente. E nisso, considerando ambiente de relações interpessoais a conservação da natureza.

Pelo mais que a busca do conforto e comodidade seja um dos grandes impulsionadores de nosso desenvolvimento tecnológico e científico, não podemos esquecer a responsabilidade que temos para com o futuro e com as outras formas de vida, que não os nosso semelhantes.

Mais do que recomendo o filme, especialmente para os fãs de animação. Wall-e tem uma produção incrível , que faz você esquecer que é uma animação em boa parte do longa (com a excessão dos humanos que aparecem...). Se quiser sair de casa para se divertir, esse é um bom motivo !

Nota: Eu e Gabriela não resistimos e compramos os bonecos da foto.