Tinha em mente o vulto em que tentou o disparo instantes atrás. Não tinha em mente uma maneira de se proteger. Acreditava que havia chegado o fim de sua jornada, após uma missão falha. Concretizava o término decadente de sua, não tão longa, carreira de agente investigativo.
Blankh guardou aquela como sua última imagem: o homem vestindo um elegante terno preto e óculos escuros com sua arma a centímetros de distância. Fechou os olhos, pensando entregar a Deus o seu destino. Fora, mais uma vez, surpreendido. Uma grave e precisa voz o disse: "Agradeça por eu te tirar desta missão inútil."; Já imaginava como seria simplesmente deixar de existir, se teria dor ou até, talvez, alguma espécie de continuidade.
O inesperado era a rotina daquela noite, definitivamente. Se o próprio Blankh não houvesse presenciado todos os eventos, duvidaria da veracidade destes acontecimentos. Imaginava que deveria ser mais fácil todos os 'black jacks' de sua vida acontecerem de novo do que aquilo tudo ter acontecido, mas, claro, não tinha a menor o idéia do absurdo matemático que supunha.
Blankh sentiu um gigantesco tremor, como se um verdadeiro vulcão alcançasse o estágio de erupção alguns metros atrás. Foi ensurdecido, momentaneamente, pelo impacto do som resultante. Metros acima, as chamas haviam alcançado o cilindro de gás e o romperam-no. Era o término de todo o combustível em uma única reação. As labaredas que haviam invadido o corredor se espalharam através de todas as janelas do quarto andar para dentro da noite. O homem hesitou, e Blankh estava pronto.
Disparou sua arma, que em toda essa movimentação não saiu de seu punho. Abriu os olhos e viu o homem caído. Perguntou a ele quem era e o que estavam planejando em uma atitude que já julgava inútil considerando o estado agonizante de seu inimigo, que muito se esforçava para respirar. Sempre fora a sua especialidade o confronto à queima roupa, e cada vez mais confirmava. Desferira o golpe no sistema respiratório do homem, que prejudicado por suas próprias cinzas, não conseguia mais reagir.
Escutou uma última explosão, que, tecnicamente, foi uma implosão. O quarto andar cedeu para os dois que acima se encontravam, e o antigo e precário prédio começava a se desmanchar, como um castelo de areia em fim de dia de praia. Em seu folego final, tomou o máximo de distância que pode do desabamento. Tudo havia perdido. Pistas, suspeitos e, principalmente, oportunidades. Sua missão teria que recomeçar do ponto zero.
Blankh guardou aquela como sua última imagem: o homem vestindo um elegante terno preto e óculos escuros com sua arma a centímetros de distância. Fechou os olhos, pensando entregar a Deus o seu destino. Fora, mais uma vez, surpreendido. Uma grave e precisa voz o disse: "Agradeça por eu te tirar desta missão inútil."; Já imaginava como seria simplesmente deixar de existir, se teria dor ou até, talvez, alguma espécie de continuidade.
O inesperado era a rotina daquela noite, definitivamente. Se o próprio Blankh não houvesse presenciado todos os eventos, duvidaria da veracidade destes acontecimentos. Imaginava que deveria ser mais fácil todos os 'black jacks' de sua vida acontecerem de novo do que aquilo tudo ter acontecido, mas, claro, não tinha a menor o idéia do absurdo matemático que supunha.
Blankh sentiu um gigantesco tremor, como se um verdadeiro vulcão alcançasse o estágio de erupção alguns metros atrás. Foi ensurdecido, momentaneamente, pelo impacto do som resultante. Metros acima, as chamas haviam alcançado o cilindro de gás e o romperam-no. Era o término de todo o combustível em uma única reação. As labaredas que haviam invadido o corredor se espalharam através de todas as janelas do quarto andar para dentro da noite. O homem hesitou, e Blankh estava pronto.
Disparou sua arma, que em toda essa movimentação não saiu de seu punho. Abriu os olhos e viu o homem caído. Perguntou a ele quem era e o que estavam planejando em uma atitude que já julgava inútil considerando o estado agonizante de seu inimigo, que muito se esforçava para respirar. Sempre fora a sua especialidade o confronto à queima roupa, e cada vez mais confirmava. Desferira o golpe no sistema respiratório do homem, que prejudicado por suas próprias cinzas, não conseguia mais reagir.
Escutou uma última explosão, que, tecnicamente, foi uma implosão. O quarto andar cedeu para os dois que acima se encontravam, e o antigo e precário prédio começava a se desmanchar, como um castelo de areia em fim de dia de praia. Em seu folego final, tomou o máximo de distância que pode do desabamento. Tudo havia perdido. Pistas, suspeitos e, principalmente, oportunidades. Sua missão teria que recomeçar do ponto zero.
