O homem mais alto amarrou as gigantescas mãos do demônio, colocando-as junto às costas, para dificultar uma tentativa de soltura. Sentou sobre suas pernas e, de forma semelhante, amarrou seus tornozelos usando o outro pedaço da corda do sino. Uma vida dedicada a Marinha havia lhe dado não só músculos, mas também poderosos nós. Pensou que se nem navios se soltavam por que um ser vivo o faria. Esqueceu que não lidava exatamente com um ser vivo.
Os outros dois seguiam em sua frenética discussão. O homem de bigode não parecia concordar com que o rapaz de chapéu dissera. Ao verem que o inimigo estava preso, o do chapéu se dirigiu, apressado, para fora do cômodo. Os outros dois sentaram-se, enquanto analisavam com os olhos a besta que ali estava. Seus olhos curiosos corriam todo por todo o corpo, coberto de uma pele negra e rígida como escama de tubarão. O sentimento que compartilhavam era um misto de medo e apreensão.
Ouviram passos subindo a escada. Voltava o homem de chapéu totalmente ofegante, engolindo todo o ar que tinha ao seu redor. Era difícil imaginar o que lhe fizera correr assim, depois de enfrentar aquele ser. Enquanto ainda tentava se recuperar para falar, um outro homem chegou das escadarias. Vestia uma longa batina tão preta quanto o monstro. Seu semblante era rígido, o que já demonstrava sua força, que não se limitava apenas ao meio ecumênico.
Hector era o bispo da Igreja e um dos homens mais influentes do pequeno, e religioso, vilarejo. Era respeitado por todos, fosse por admiração ou por temor. Em suas mãos trazia um enorme e, aparentemente, pesado crucifixo de ouro. Acenou brevemente aos três pistoleiros, pedindo para que se retirassem do local. Como se já esperassem aquele comando, tomaram o caminho da escada quase que imediatamente.
Pareceu pouco se importar com grotesco corpo amarrado no chão. Deu uma volta pelo salão, fechou as janelas abertas e reacendeu as velas que se encontravam apagadas. Enfim, Hector se dirigiu calmamente ao monstro silencioso. Ergueu crucifixo sobre sua cabeça e dirigiu as primeiras palavras ao demônio. O latim soava ainda mais arcaico em sua voz grave e firme. Terminou sua reza e o diabo desferiu seu primeiro grunhido de sofrimento.
Os outros dois seguiam em sua frenética discussão. O homem de bigode não parecia concordar com que o rapaz de chapéu dissera. Ao verem que o inimigo estava preso, o do chapéu se dirigiu, apressado, para fora do cômodo. Os outros dois sentaram-se, enquanto analisavam com os olhos a besta que ali estava. Seus olhos curiosos corriam todo por todo o corpo, coberto de uma pele negra e rígida como escama de tubarão. O sentimento que compartilhavam era um misto de medo e apreensão.
Ouviram passos subindo a escada. Voltava o homem de chapéu totalmente ofegante, engolindo todo o ar que tinha ao seu redor. Era difícil imaginar o que lhe fizera correr assim, depois de enfrentar aquele ser. Enquanto ainda tentava se recuperar para falar, um outro homem chegou das escadarias. Vestia uma longa batina tão preta quanto o monstro. Seu semblante era rígido, o que já demonstrava sua força, que não se limitava apenas ao meio ecumênico.
Hector era o bispo da Igreja e um dos homens mais influentes do pequeno, e religioso, vilarejo. Era respeitado por todos, fosse por admiração ou por temor. Em suas mãos trazia um enorme e, aparentemente, pesado crucifixo de ouro. Acenou brevemente aos três pistoleiros, pedindo para que se retirassem do local. Como se já esperassem aquele comando, tomaram o caminho da escada quase que imediatamente.
Pareceu pouco se importar com grotesco corpo amarrado no chão. Deu uma volta pelo salão, fechou as janelas abertas e reacendeu as velas que se encontravam apagadas. Enfim, Hector se dirigiu calmamente ao monstro silencioso. Ergueu crucifixo sobre sua cabeça e dirigiu as primeiras palavras ao demônio. O latim soava ainda mais arcaico em sua voz grave e firme. Terminou sua reza e o diabo desferiu seu primeiro grunhido de sofrimento.
