Quando abriu os olhos, Blankh estava num lugar que muito bem conhecia. As paredes, pintadas de azul por seu próprio punho, avisam a ele que se encontrava em seu quarto. Tentou seu primeiro movimento e sentiu-se como preso a uma tonelada de aço. Mais de uma dúzia de ataduras cobriam seu corpo. Se lembrou dos dentes cortando seu braço e a memória da longa aventura veio inteira em sua mente. Recolocou-se sobre o travesseiro e seguiu a esperar que alguém lá o notasse.
Uma menina se aproximou da cama. Na ponta de seus pés, conseguia ficar um pouco mais alta do que o cômodo. Olhou fixamente para os olhos de Blankh, que acabou por sorrir de volta. Saiu apressada e voltou acompanhada por um homem. Luna era irmã de Blankh e, apesar de tão pouca idade, tinha dedicado seus últimos dias a cuidar do irmão. Quem a acompanhava era Charlie, um oficial americano que havia chegado na cidade depois dos misteriosos acontecimentos da última semana. Também passou seus dias a esperar pela recuperação do coma e, claro, ajudar Luna a cuidar de tudo por lá.
Apresentou-se a Blankh e logo explicou o motivo de ali se encontrar, da mesma forma que havia dito às pessoas da cidade e para a própria Luna. "Não são coisas que acontecem todos os dias e temos que entender o motivo que levou alguém a liberar este ser.", disse a ele. "Talvez não queira conversar agora, mas aguardarei e auxiliarei em sua recuperação de todas as formas possíveis", conclui Charlie.
Blankh limpou sua garganta com um longo pigarro e disse as primeiras palavras depois de dias. "Sabe, meu amigo, deveria voltar para seu país, assim como eu a muito também deveria tê-lo feito. Você não quer ver o que eu vi.". Pelo mais que não quisesse admitir, Charlie realmente não gostaria de encarar a fera de frente, pois não era nada além de um burocrata na organização militar americana.
"Você já sentiu medo?", prosseguiu calmamente. "Não, você não sentiu até que aqueles olhos vermelhos penetrem sua mente. Como mergulhar num pesadelo, mas sem saber se vai acordar na sua cama de novo.", uma curta risada interrompeu seu discurso. "Pelo mais irônico que seja, cá estou eu. Acordando em minha cama.". Charlie interrompeu o conto de Blankh: "Hector foi levado por ele. É um dos homens mais importantes desse país e muitos poderiam estar atrás dele. É por isso que estamos aqui, e não por uma caçada.".
"Ele não obedecia alguém. Não levou teria feito isso por algum motivo político ou sabe-se lá o quê. Talvez você não seja capaz de entender o que é isso...", desferiu Blankh. Charlie respirou fundo e seguiu até a porta, "Eu estarei aqui, caso você resolva falar de verdade sobre o que viu.". "Nem que eu soubesse todas as palavras dessa língua poderia, amigo. Ah, e pede para a Luna me trazer um pouco de água.", encerrou Blankh e se pôs a descansar.
Uma menina se aproximou da cama. Na ponta de seus pés, conseguia ficar um pouco mais alta do que o cômodo. Olhou fixamente para os olhos de Blankh, que acabou por sorrir de volta. Saiu apressada e voltou acompanhada por um homem. Luna era irmã de Blankh e, apesar de tão pouca idade, tinha dedicado seus últimos dias a cuidar do irmão. Quem a acompanhava era Charlie, um oficial americano que havia chegado na cidade depois dos misteriosos acontecimentos da última semana. Também passou seus dias a esperar pela recuperação do coma e, claro, ajudar Luna a cuidar de tudo por lá.
Apresentou-se a Blankh e logo explicou o motivo de ali se encontrar, da mesma forma que havia dito às pessoas da cidade e para a própria Luna. "Não são coisas que acontecem todos os dias e temos que entender o motivo que levou alguém a liberar este ser.", disse a ele. "Talvez não queira conversar agora, mas aguardarei e auxiliarei em sua recuperação de todas as formas possíveis", conclui Charlie.
Blankh limpou sua garganta com um longo pigarro e disse as primeiras palavras depois de dias. "Sabe, meu amigo, deveria voltar para seu país, assim como eu a muito também deveria tê-lo feito. Você não quer ver o que eu vi.". Pelo mais que não quisesse admitir, Charlie realmente não gostaria de encarar a fera de frente, pois não era nada além de um burocrata na organização militar americana.
"Você já sentiu medo?", prosseguiu calmamente. "Não, você não sentiu até que aqueles olhos vermelhos penetrem sua mente. Como mergulhar num pesadelo, mas sem saber se vai acordar na sua cama de novo.", uma curta risada interrompeu seu discurso. "Pelo mais irônico que seja, cá estou eu. Acordando em minha cama.". Charlie interrompeu o conto de Blankh: "Hector foi levado por ele. É um dos homens mais importantes desse país e muitos poderiam estar atrás dele. É por isso que estamos aqui, e não por uma caçada.".
"Ele não obedecia alguém. Não levou teria feito isso por algum motivo político ou sabe-se lá o quê. Talvez você não seja capaz de entender o que é isso...", desferiu Blankh. Charlie respirou fundo e seguiu até a porta, "Eu estarei aqui, caso você resolva falar de verdade sobre o que viu.". "Nem que eu soubesse todas as palavras dessa língua poderia, amigo. Ah, e pede para a Luna me trazer um pouco de água.", encerrou Blankh e se pôs a descansar.
