Fixava seus olhos escuros em um ponto distante, ao fundo da sala, enquanto as suaves mãos daquela mulher acariciavam suas costas desnudas. Inspirava profundamente, de maneira rígida, sem retirar de sua mente, por um único momento, a beleza cristalina de sua imagem refletida. As velas que iluminavam o pequeno cômodo começavam a se derreter, enquanto se esvaia a nitidez da visão de Blankh. Sentia-se incapaz de se concentrar em algo diferente de sua visão real de sí.
Os dedos dela massageavam seu pescoço e ele seguia mantendo o silêncio. Delicadamente, ela rompeu o estado conservado e passou a ele a questão que mantivera em sua mente. "No que tanto você pensa?", disse e continuava a tocá-lo. Inspirou, mais uma vez, a maior quantidade de ar que conseguira e, enfim, desferiu sua palavra. "O Espelho. Você tinha que ver aquilo também.", falou Blankh sem qualquer modificação em sua expressão. Seguiu descrevendo como havia visto a si mesmo e o seu redor com tamanha clareza. Continuava impressionado e apaixonado.
Havia dentro dele um enorme desejo de rever aquela imagem, sem nem saber exatamente porque. O pesado feitiço da realidade caíra sobre ele de uma forma que jamais esperaria. Digeria a raiva que tinha daquele homem, que nem o nome sabia, mas se recusara a lhe trocar aquele tesouro. De sua mente, agora, não conseguia tirar a idéia de como teria para sí aquele espelho. Pensava firmemente e seguia sem dar qualquer importância à mulher. Se ver novamente.
Os dedos dela massageavam seu pescoço e ele seguia mantendo o silêncio. Delicadamente, ela rompeu o estado conservado e passou a ele a questão que mantivera em sua mente. "No que tanto você pensa?", disse e continuava a tocá-lo. Inspirou, mais uma vez, a maior quantidade de ar que conseguira e, enfim, desferiu sua palavra. "O Espelho. Você tinha que ver aquilo também.", falou Blankh sem qualquer modificação em sua expressão. Seguiu descrevendo como havia visto a si mesmo e o seu redor com tamanha clareza. Continuava impressionado e apaixonado.
Havia dentro dele um enorme desejo de rever aquela imagem, sem nem saber exatamente porque. O pesado feitiço da realidade caíra sobre ele de uma forma que jamais esperaria. Digeria a raiva que tinha daquele homem, que nem o nome sabia, mas se recusara a lhe trocar aquele tesouro. De sua mente, agora, não conseguia tirar a idéia de como teria para sí aquele espelho. Pensava firmemente e seguia sem dar qualquer importância à mulher. Se ver novamente.
