Eu ainda me recordo do primeiro deles. Minhas mãos eram tão pequenas que ele mal cabia nelas. Tinha uns dois botões e um manche. O fio era tão curto que mal dava para ficar longe da televisão. Eram, então, quatro direções e duas ações possíveis. Era o mais incrível poder do Atari 8-bit.

O segundo era um retângulo. Conseguia ser bem menor que o anterior, sabe-se lá porque motivo. O botão de movimento era um só mas tinha, teoricamente, oito direções. A e B eram os dois botões de ação e o sensacional botão Pause ficava no próprio console. Eram os bons tempos dos cartuchos e Alex Kidd na memória do Master System.

O lendário Mega Drive trazia consigo a inovação do botão de ação C e o Pause no próprio controle. Algumas versões ainda traziam os sensacionais X, Y e Z, que nada mais eram que o próprio A, B e C, só que quando pressionados realizavam a ação repetidamente. Me lembro de uma versão pirata que tive, que ainda possuía o Slow, que pausava infinitas vezes seguidas, e o Turbo, que fazia o X, Y e Z ficarem absurdamente mais rápidos ao pressionados.

Nesta mesma geração 16-bit, foi lançado o maior divisor de águas dos joysticks. O modelo do Super Nintendo trazia consigo quatro botões de ação, A, B, X e Y, o Start e o Select e os admiráveis L e R na sua parte superior, para serem apertados pelos indicadores. Sim, a ação ia além dos polegares.

Este modelo seria seguido pela Sony em seu primeiro e inesquecível console: o PlayStation. Esse foi, na minha opinião (e da Sony também!) o apogeu. O controle definitivo, que seria reutilizado nas edições 2 e 3 do console, com a adição dos dois manches analógicos, do VibraShock e seus solavancos, do sensor de movimento e da retirada dos fios.

Chegamos então a um ponto curioso dessa evolução. Da nova geração de games, XBOX 360, PlayStation 3 e Wii se destacavam pela habitual melhora dos gráficos e aumento dos jogos online. Entretanto, o grande "boom" no mercado se deu por parte dos novos e inovadores josticks do console da Nintendo.

O Nunchuck do Wii aniquilou as vendas dos adversários tão facilmente quanto se tornou jogar com ele. Levanta a mão, gira, estica o braço... *controle voa pela sala*. Um novo patamar foi alcançado e um novo conceito de diversão, especialmente no coletivo, foi levantado para este mercado. Não querendo ficar para trás, a Microsoft e a Sony fizeram seus anúncios de novidades. E para estas três novidades, reservo a próxima parte dessa postagem.
- A Nintendo e o Motion Plus
A empresa japonesa apostou no aperfeiçoamento do seu já tradicional controle. Afinal, em time que está ganhando não se mexe (muito). A idéia é melhor o reconhecimento dos movimentos, mantendo assim a compatibilidade com os demais games e acessórios do console.
- A Sony e o EyeToy
O contra-ataque do PlayStation vem com a câmera de interação. O projeto não é lá muito novidade, mas ressurgiu na mídia recentemente. A jogabilidade pela sua imagem parece voltar a ser explorada para este modelo, afim de atingir o mercado do Wii, e tentar resolver o seu fracasso de vendas.
- A Microsoft e o Project Natal
Ainda sem nome oficial, esse é, sem sobra de dúvidas, o mais ambicioso projeto para esta geração de games. A idéia de "seu corpo é o joystick" provocou uma enorme reviravolta no mundo dos jogos e, claro, passou a ser pauta oficial de qualquer conversa de jogador.
Ficção? Realidade? As duas coisas?
A maneira de interagir com as máquinas evolui a cada dia, deixando de ser burocrática e mecânica para intuitiva e interativa. Isso é visto, rapidamente, pelo movimento do mercado e, claro, os desejos dos consumidores são atendidos. Como vemos acima, a facilidade do toque na tela do Nintendo DS já o tornou mais um campeão de vendas, para jogadores de todas as idades.
Outra grande prova do que digo é a explosão dos jogos como o Rock Band. Não é apenas a música que dá um novo horizonte para esse ramo e sim as diversas formas diferentes de interagir, que surgem da criação dos "controles-instrumentos" por assim se dizer. Afinal, nada te convenceria de ser um Rock Star tão bem quanto girar as baquetas ao virar da música.De fato, não sabemos o que o futuro da tecnologia nos reserva, mas é certo que é um universo que não beira mais o "passatempo de criança", passando por todo o público jovem e destruindo a fronteira do preconceito de qualquer jogador-de-bola-de-meia conservador. Assim sendo, é cruzar os dedos e agradecer por ver tal revolução acontecer. E, também, claro, trabalhar agora para garantir o game de amanhã !
