Era a imagem mais fidedigna que já havia visto. Límpida e definida, tanto quanto a própria realidade, em sí própria, era. Não havia sobre ele uma única partícula, qualquer poeira acumulada ou gordura agregada, o que intimidava o toque de qualquer curioso. Afinal, não era difícil duvidar de que era mesmo uma imagem formada da reflexão da luz ao seu redor. Blankh enfrentava esse dilema quando fora interrompido por uma ríspida voz.
"Pois então?", indagava o velho homem ao fundo da sala. Trajava uma longa capa, como faziam os monges daquele local, por onde parecia se esconder. Não possuía um único fio de cabelo, mas eram compensados por sua longa barbada trançada. Demonstrava sua impaciência com a demora do jovem ao mesmo tempo em que parecia eufórico por seu interesse pelo místico artefato. Levantou-se, então, lentamente e o dirigiu a palavra: "É este mesmo. É exatamente isso.", dizia Blankh sem tirar seus olhos da peça. "Irei ao banco aqui próximo buscar o ouro e já retornarei para concretizar o nosso negócio.", disse lentamente.
Ouvira apenas um misterioso sussuro do homem. Blanhk percebeu que, pela primeira vez desde que vira o espelho, conseguira olhar para fora de seu reflexo e encarar os olhos fortes do vendedor. Infelizmente, não obtivera a resposta que esperava. A expressão do homem não mudou com a alta oferta financeira que fizera, não possuia nenhum interesse. "Escute atentamente.", respondeu, "O Espelho não está a venda.". Uma baixa e discreta risada do garoto interrompia o discurso: "Como não? Eu disse o que eu queria e você me mostrou esse, agora não vai me vender?".
Mostrava total descontentamento e confusão quanto a declaração do sombrio comerciante. "Eu não disse que o venderia a você, apenas o mostrei.", retrucou de forma calma ao afobado garoto. Não esperava conseguir acalmá-lo, mas parecia já ter conseguido cumprir com o seu objetivo. Sem perceber, o cavaleiro de cabelo dessarumado havia entrado em um perigoso jogo de desejo.
"Pois então?", indagava o velho homem ao fundo da sala. Trajava uma longa capa, como faziam os monges daquele local, por onde parecia se esconder. Não possuía um único fio de cabelo, mas eram compensados por sua longa barbada trançada. Demonstrava sua impaciência com a demora do jovem ao mesmo tempo em que parecia eufórico por seu interesse pelo místico artefato. Levantou-se, então, lentamente e o dirigiu a palavra: "É este mesmo. É exatamente isso.", dizia Blankh sem tirar seus olhos da peça. "Irei ao banco aqui próximo buscar o ouro e já retornarei para concretizar o nosso negócio.", disse lentamente.
Ouvira apenas um misterioso sussuro do homem. Blanhk percebeu que, pela primeira vez desde que vira o espelho, conseguira olhar para fora de seu reflexo e encarar os olhos fortes do vendedor. Infelizmente, não obtivera a resposta que esperava. A expressão do homem não mudou com a alta oferta financeira que fizera, não possuia nenhum interesse. "Escute atentamente.", respondeu, "O Espelho não está a venda.". Uma baixa e discreta risada do garoto interrompia o discurso: "Como não? Eu disse o que eu queria e você me mostrou esse, agora não vai me vender?".
Mostrava total descontentamento e confusão quanto a declaração do sombrio comerciante. "Eu não disse que o venderia a você, apenas o mostrei.", retrucou de forma calma ao afobado garoto. Não esperava conseguir acalmá-lo, mas parecia já ter conseguido cumprir com o seu objetivo. Sem perceber, o cavaleiro de cabelo dessarumado havia entrado em um perigoso jogo de desejo.
