Era como despertar de um sonho
Do profundo escuro irrecordável
Não fosse passível de descrição
Pelo mais sincero que o desejo fosse
Inerte por completo
Fixo em um único estado
Contudo ainda havia algo para
Levantar e recomeçar
Pesava intensamente o tempo
Infinitesimalmente a cada instante que se passava
Cada vez mais sofrido
E cada vez mais vivido
Pensava intensamente a cada instante.
Através da barreira de vidro
Ver sem tocar
Sentir sem transpassar
Existir sem ser
Mirava o céu
Almejava o vôo
Já não temia a queda
Mas admirava o brilho
Faltariam palavras
Apenas acontecia
De onde surgia
Do frio que seguia
Da solidão que abatia
De onde qualquer um saltaria para o fim
Continuava
Se era errado
Tempo perdido
Nada mais era preciso
Atirasse para o longe
E vivesse a tentar esquecer
No além das teorias falhas
Na fé do tão real se tornar desconexa
Quando medo fosse o guia vendado
E os ponteiros voltassem ao outro lado
Se tudo que tocava se tornava triste
Maldição insustentada
Receava de cada movimento
E o destino assim se construia
Onde a escuridão consumia
Mais difícil do que se
Ousava ainda tentar dizer
Que pelo mais que pudesse vir a parecer
Não era infeliz com tudo isso
Não importaria
Existia algo maior
Que não se perderia
Independente do futuro
Que pulsaria por tudo
E quando qualquer outro no mundo diria que não viveria isso
Teria ainda um único que diria que vale a pena.
Originalmente postado em Bards Around, em 16 de novembro de 2007.
Do profundo escuro irrecordável
Não fosse passível de descrição
Pelo mais sincero que o desejo fosse
Inerte por completo
Fixo em um único estado
Contudo ainda havia algo para
Levantar e recomeçar
Pesava intensamente o tempo
Infinitesimalmente a cada instante que se passava
Cada vez mais sofrido
E cada vez mais vivido
Pensava intensamente a cada instante.
Através da barreira de vidro
Ver sem tocar
Sentir sem transpassar
Existir sem ser
Mirava o céu
Almejava o vôo
Já não temia a queda
Mas admirava o brilho
Faltariam palavras
Apenas acontecia
De onde surgia
Do frio que seguia
Da solidão que abatia
De onde qualquer um saltaria para o fim
Continuava
Se era errado
Tempo perdido
Nada mais era preciso
Atirasse para o longe
E vivesse a tentar esquecer
No além das teorias falhas
Na fé do tão real se tornar desconexa
Quando medo fosse o guia vendado
E os ponteiros voltassem ao outro lado
Se tudo que tocava se tornava triste
Maldição insustentada
Receava de cada movimento
E o destino assim se construia
Onde a escuridão consumia
Mais difícil do que se
Ousava ainda tentar dizer
Que pelo mais que pudesse vir a parecer
Não era infeliz com tudo isso
Não importaria
Existia algo maior
Que não se perderia
Independente do futuro
Que pulsaria por tudo
E quando qualquer outro no mundo diria que não viveria isso
Teria ainda um único que diria que vale a pena.
Originalmente postado em Bards Around, em 16 de novembro de 2007.
