Cada dia que passa é um passo no Escuro.
Daqui não se vê a Luz. E nem de nenhum outro lugar. O bosque é longo e as árvores são altas.
Às vezes Lua entre folhas. Sol pelos galhos. Às vezes ao contrário, mas geralmente de nenhum jeito.
Descalço.
É áspero, e misterioso.
Cada movimento é um Novo todo que acontece.
Cada um decide cada movimento. Mas toda e qualquer decisão tem o mesmo resultado: o Novo.
Há medo e receio em cada escolha. Em proporções diferentes, mas sempre há.
Quem não tem o que temer, não tem por que viver.
Incontáveis caminhos são possíveis em cada giro.
E o mínimo desvio pode significar uma longa diferença a também longo prazo, assim como os raros feixes da Luz aqui chegam.
É árduo.
Cada único momento.
Talvez, o medo do Escuro não seja o principal, mas sim, o que seria da Jornada se encontrasse a própria Luz?
A verdade é impiedosa.
Ela existe. É concreta. Mesmo que seja onda e matéria ao mesmo tempo.
A Luz.
É o que define.
A verdade.
E o que significa obter a Resposta?
Parar de questionar.
O rumo se define.
O medo desaparece.
Apenas corra. E assim complete a prova.
E assim esquece a ansiedade, a tensão, a adrenalina de cada decisão, pela menor que seja, pelo menor que seja cada movimento.
Apenas corra.
E que a vida passa ao redor. E rápido.
E se chega ao fim.
Todo Sistema possui o Equilíbrio e o Caos.
A Entropia, é o grandeza da desordem do Sistema. A medida do Caos.
E todo e qualquer Sistema existe em desordem. Em foco, os sistemas vivos.
A Vida é o Caos.
O Caos que por toda a Vida tende ao Equilíbrio. E por um momento o alcança, e não retorna mais.
É o fim.
Para a Vida, é a Morte.
Cada segundo corrido se torna um segundo a menos, e não mais um a mais.
Cada ato humano, uma nova Vida. E no fim, tudo tem sentido para os que viveram.
Minha maior tristeza não é um dia não viver. É não ver mais este Mundo, e o que será dele.
No fim, tudo se condensa. E, por fim, o bom será eternamente bom, e o mal eternamente mal.
Nada se leva. Não se volta atrás.
E, a não ser por estupidez e covardia incomensuráveis, não se escolhe quando, como, onde, porque...
Não se deixa de começar por que o fim chegará.
Não se deixa de viver por que o morte chegará.
Se Vive.
Cada segundo. Cada escolha. Cada sorriso e cada lágrima.
Viva o Caos intensamente.
De todas as suas formas.
Pois arrependimento é um mal que não tem cura.
O Equilíbrio não é a pena, e sim o verdadeiro objetivo.
Alcançá-lo é completar, atingir o fim.
Entretanto, seu limite é o ideal.
O controle.
A verdadeira Felicidade.
A Essência. Aonde estiver.
Obtê-la. A Resposta, absoluta, mas não única.
Provar. Viver.
Nascer, e então renascer, e morrer.
Recomeçar quantas vezes forem, e reviver.
Amar e odiar, rir e chorar.
Provar cada ponto do Caos. Cada lado.
Do Equilíbrio se terá eternamente.
Tema. Receie. E não tema e não receie, e então siga em frente.
Pelo cúmulo paradoxal que seja.
Viva a intensidade e a magnitude. O esplendor de cada instante.
Enlouquecidamente. Freneticamente. Constantemente. Intensamente. Infinitesimalmente.
Sempre há tempo no Caos.
Para que no fim de tudo saiba que o dever foi cumprido.
Fantástico.
Viva.
Apenas Viva.
Sem olhar demais para a frente ou para trás, afinal, está no Escuro esqueceu?
Siga.
Apenas Viva.
Cada passo, cada movimento e escolha.
Viva o Caos.
Viva a Vida.
Viva.
Carlos Eduardo.
Dados interessantes:
Enquanto escrevia ouvi todo o álbum Super Colossal do Joe Satriani, e por ele fui movido em certos momentos, pois boa parte das músicas me tocam de alguma forma.
Hoje é o segundo Sábado do Sal.
Troquei as cordas da minha guitarra.
E mais do que nunca, escrever e tocar dá sentido a minha vida, pelo mais caótico que o momento seja.
Continuo buscando a mesma paixão na química, pelo mais que me desiluda às vezes, tenho certeza que este é o caminho.
Este post 3 fecha o 1º ciclo dessa série. Colocarei em breve coisas idiotas, divertidas e simples aqui, até as férias chegarem e eu poder novamente me dedicar a escrever.
O Fotolog.com fez favor de apagar tudo, e por sorte, tinha salvo faltando alguns parágrafos para o fim, e claro, uma boa memória, mas não está igual, e está melhor.
É o Caos total.
Obrigado aos que lêem. XD
Originalmente postado em Bards Around, em 23 de junho de 2007, a um ano atrás.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Em busca da Essência: Parte 3
Marcadores: Bardo ao Redor, Pensamentos
