Todos os dias são iguais.
Todos os dias tem 24 horas.
Todos tem 1440 minutos.
Todos tem lá seus 86400 segundos.
E por aí vai.
Todos os dias começam na mesma hora.
E terminam na mesma hora.
E todos os dias na mesma hora.
Todo dia o sol nasce.
E todo dia ele se põe.
Todo dia as estrelam brilham, mesmo que você não as veja.
Todos os dias são inesquecíveis.
Todos são como todos os outros.
Todos são dias perfeitos.
E dias trágicos.
Todos os dias nascem novas pessoas.
Todos os dias pessoas abandonam nosso mundo.
Todo dia é dia de recomeçar.
E todo dia é dia de continuar tudo como sempre foi.
Todo dia se erra e se acerta.
Todo dia se peca.
Todo dia se ensina e se aprende.
Todo dia se perdoa.
Todos os dias tem começo, meio e fim.
Tem manhã, tarde e noite.
E assim todo dia o tempo passa.
Todo dia é dia para se viver como se fosse o último.
Mas todo dia também é apenas mais um de muitos.
Todo dia é dia de música.
Todo dia é dia de silêncio.
Todo é dia festa.
E todo é dia de solidão.
Todos os dias lutamos.
E em todos temos medo.
Pois a cada dia perdemos e ganhamos.
Todo dia se odeia.
Todo dia se ama.
Todos os dias penso em você.
Todos os dias são iguais.
Mas cada instante é único.
Carlos Eduardo
Porque o tempo não pára nem volta atrás
Originalmente postado em Bards Around, em 14 de Janeiro de 2007
sábado, 17 de maio de 2008
Todo dia
Marcadores: Bardo ao Redor, Multiversos
