quinta-feira, 1 de maio de 2008

Das noites não contadas...

Tinha início mais uma noite, de inúmeras não antes contadas.

Vazio e parado, como se nada houvesse acontecido antes, até chegar aquele momento.

Um brilho diferenciado surgia acima, a esperança não era mensurável.

O distante era tão próximo quanto o próprio, o futuro se tornava então presente em cada instante, e o presente assim passado.

Se escrevia o novo no nada, que seria o tudo, mas nem sequer existia.

Mitos se perdiam em inúmeras obscuras mentes, o iluminado era previsível e destrutível.

Não era para se compreender.
Não é.

Ressurgia único do que nunca houvera antes, entretanto era novamente. Abria os olhos, e conhecia a vida.

Ar era pesado demais para qualquer movimento, mas eram lentos e precisos, tão quanto indefinidos.

Estaria para ser.
Não para explicar.

Alma cresce como uma vívida sinfonia interminável e ecoa por todas as dimensões, presente por todo o tempo e espaço.

Sentir.
Instantâneo.
O que existe, agora acontece.
O que não, não é necessáriamente importante, contudo indispensável.

Sentido? Importa? Sinta.

Pela Eterna Chama da Vida,
Carlos Eduardo





Originalmente postado em Bards Around, em 17 de Agosto de 2006