Tinha início mais uma noite, de inúmeras não antes contadas.
Vazio e parado, como se nada houvesse acontecido antes, até chegar aquele momento.
Um brilho diferenciado surgia acima, a esperança não era mensurável.
O distante era tão próximo quanto o próprio, o futuro se tornava então presente em cada instante, e o presente assim passado.
Se escrevia o novo no nada, que seria o tudo, mas nem sequer existia.
Mitos se perdiam em inúmeras obscuras mentes, o iluminado era previsível e destrutível.
Não era para se compreender.
Não é.
Ressurgia único do que nunca houvera antes, entretanto era novamente. Abria os olhos, e conhecia a vida.
Ar era pesado demais para qualquer movimento, mas eram lentos e precisos, tão quanto indefinidos.
Estaria para ser.
Não para explicar.
Alma cresce como uma vívida sinfonia interminável e ecoa por todas as dimensões, presente por todo o tempo e espaço.
Sentir.
Instantâneo.
O que existe, agora acontece.
O que não, não é necessáriamente importante, contudo indispensável.
Sentido? Importa? Sinta.
Pela Eterna Chama da Vida,
Carlos Eduardo
Originalmente postado em Bards Around, em 17 de Agosto de 2006
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Das noites não contadas...
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