domingo, 27 de dezembro de 2009

O que estou fazendo aqui?

Uma madrugada,
mais uma qualquer.
Que espero que logo termine,
e que o tempo ainda não passe.

Já é quase hábito:
deitar,
sono não chegar,
desistir e voltar,
máquina ligar,
tentar e tentar.

O peso da solidão escura,
e a saída pela nova rede do mundo.
Desde outro amigo sonâmbulo
até Joe Satriani.

Dos meus versos que se perderam
e que tanto tento achar,
nessas horas que mais busco
e me parecem que não retornam mais.

E aqui chego,
sem a resposta para a pergunta,
mas com a certeza de que
nada pode ser mais cruel
do que uma madrugada solitária.