quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Métodos em Reflexão

Não vou mentir para você: muitas vezes tenho vontade de mudar.
Tudo soa como uma amarga prisão ao nada.
O tempo corre e as lágrimas escoam.
Existe limite apenas para a alegria?

A vontade é de não fazer nada, de não mover uma palha.
Deixe que o vento bata e leve, que ele decida para onde e carregue.
Ele não permitirá, ele decidirá as suas opções.
Mesmo que ele seja apenas uma vidraça.

Monte sua tabela e construa o gráfico.
O que isso vai lhe dizer? O que uma curva vai ser?
Pó por pó. Cinzas por cinzas. Teoria por teoria.
Qual a semelhança entre amor e paixão?

Seja eterno mesmo que a melodia não a siga.
Crescendo, vibrando. Sem paciência.
Que a vontade me permita dar um passo ainda a frente.
Que a realidade não me permita elevar em chamas.
Em cinzas e pó tornar, do essencial místico para o real palpável.

Da tortura se tira a força.
É o que acreditamos.
É o que precisamos acreditar em, para que tanto tenha sentido.
E para que querer tal sentido, quando é única a grandeza mesmo que não sua direção?

Mesmo que não entenda o mundo, questão não faço do mesmo.
Acendam as fogueiras e avisem, eles estão chegando.

Crescente por toda liberdade.
Tomar um último suspiro antes de saltar.
O último gole, no pulso do empuxo.

Se da arte se retira um sorriso, da mesma se toma a beleza.
Reduz-se o sensível a números, lançados e combinados.
Até a própria energia, enfim, descança.

Que das idéias venham rabiscos, que de tão pouco representam.
Do frito e do brilhante, independentemente.
Tão quanto não tenho dúvidas de que preciso organizá-las.
Por enquanto, vou tentar, pelo menos, concretizá-las. Não esquecer.

De tão truncado quanto era o bolero, resolva-se.
Feria na rocha para chegar ao outro lado.
Deseje que retorne, apenas deseje.
Três pedidos, pare de esfregar.

Aglutinado ao mesmo estado, de quem queria provar o mundo.
Gerado degenerado genericamente genializado.
Esqueça-se nas rimas e delicie-se.
Aproveite cada segundo que já perdera.

Leia, pense, imagine, sinta.
A nuvem não mais se move.
Determine seu próprio sentido, pense no resto depois.
A primeira porta que se deve abrir está depois de saltar seu próprio muro.






Escrito em 15 de Setembro de 2008, durante uma aula de métodos físicos em química inorgânica.