"Ele não vai voltar.", dizia o homem que sentado estava. O outro parecia mais preocupado. Movia-se em círculos ao redor do caminhão com os olhos fixos dentre as nuvens. "Eles devem ter tentado parar ele. Foi, no máximo, esse atraso.", respondeu o homem que trajava um terno escuro típico de uma metrópole, mas totalmente avulso naquele ambiente rural.
O caminhão estava parado longe da estrada, no meio do que parecia área de criação de gado, ou algo do tipo. De fato, deviam estar escondendo algo. As luzes do carro eram baixas, enquanto tentavam preservar o silêncio. Já se passavam algumas horas desde que ali estavam, e algumas outras que quem esperavam estava atrasado. Até que se rompeu a calmaria.
O homem no interior do caminhão localizou algo em seu binóculo: "É ele. Você tinha razão, ele é um monstro. Ha!", e urrava de felicidade. Saltou do veículo e se juntou ao outro homem, que esboçava um sorriso no rosto. Logo avistaram a olho nu um ponto por entre as nuvens. Rapidamente aumentou de tamanho, até se chocar contra o chão como uma bala de canhão. Os homens correram alguns metros em sua direção, após ouvir o impacto e o grito de dor.
Lá estava a besta negra. Ferida como jamais haviam visto antes. Entenderam logo o motivo de sua demora: um contratempo humano. Não pareciam interessados em mais informações sobre o que havia acontecido e seguiram o silêncio. O monstro enfim se ergueu. Cravou suas duas garras contra o peito escuro e de lá começou a retirar algo. O volume misterioso começava a ganhar forma e, aos poucos, a se desprender de sua pela negra. Se tratava de um homem, para ser preciso, o homem mais importante daquela cidade.
Ao ser totalmente retirado do demônio, Hector se mostrava pálido e frágil, bem diferente do homem imponente que controlava a Igreja e o vilarejo. Mais tarde, Hector descreveria aquela viagem no organismo do monstro como "um mergulho dentre todos os pesadelos". Os homens, enfim, pareciam estar satisfeitos. "Seja bem-vindo, meu irmão. Agora será um dos nossos.", disse o que parecia o chefe da dupla.
Hector nem se lembraria desta fala ao terminar toda essa história. Nem, ao menos, teve tempo de respondê-lo. O diabo se moveu sobre ele, como uma sombra gosmenta, adentrando por todas as suas cavidades. Por isso, jamais alguém tenha ouvido o grito do bispo ao ser possuído pela besta. O plano estava realizado e agora era só questão de tempo.
Ao ser totalmente retirado do demônio, Hector se mostrava pálido e frágil, bem diferente do homem imponente que controlava a Igreja e o vilarejo. Mais tarde, Hector descreveria aquela viagem no organismo do monstro como "um mergulho dentre todos os pesadelos". Os homens, enfim, pareciam estar satisfeitos. "Seja bem-vindo, meu irmão. Agora será um dos nossos.", disse o que parecia o chefe da dupla.
Hector nem se lembraria desta fala ao terminar toda essa história. Nem, ao menos, teve tempo de respondê-lo. O diabo se moveu sobre ele, como uma sombra gosmenta, adentrando por todas as suas cavidades. Por isso, jamais alguém tenha ouvido o grito do bispo ao ser possuído pela besta. O plano estava realizado e agora era só questão de tempo.
