Sim! Enfim! O fim!
Esse foi um ano de muito (muito!) (MUITO MESMO!!!) trabalho para todos nós. Todos uma pinóia, mas assim sendo, fico com a generalização para não menos fazer do trabalho alheio. Pelo menos foi muito mais equilibrado do que em tempos passados.
Inventamos um monte de coisas para destruir a filosofia do "Sempre foi assim" empregnada na alma da Comissão. Criamos, assim, bem mais trabalho do que esperávamos. De inscrições pela internet ao encerramento com a COSQ Band, arrumamos várias ocupações para nossos tempos não tão vagos assim. E sabem o mais incrível? Cada segundo vale a pena no final.
Essa última Semana foi uma experiência bem especial para mim. Não por que assisti um curso interessante ou conheci um professor com quem pretendo trabalhar no futuro, mas sim por que pude sentir o prazer em trabalhar. Me esqueci de assistir as poucas aulas que não fui liberado e das matérias que tinha para estudar. Me dediquei unicamente às atividades propostas (ou não) e fui recompensado pelo fruto do trabalho. É, não existe nada melhor do que isso.
Não sei exatamente como explicar mas perdi um pouco do prazer da estática habitual da faculdade. Daquilo de sentar e estudar, se preparar para provas. É como se tivesse sido tirado do mundo mágico do adestramento de futuros alunos de pós-graduação e levado para o mundo real, onde se trabalha e as coisas acontecem. Não importava o CR ou as matérias que já havia feito, valiam as habilidades pessoais, obtidas de maneira particular e peculiar. De alguma forma, despertou em mim algo novo. Algo para lembrar que ainda vale a pena.
Voltando a Semana, não posso deixar de lembrar dos momentos de diversão que tivemos e, boa parte deles, devemos aos rádios de comunicação. Quando compramos aquilo, a última coisa que poderíamos imaginar era ouvir o Sérgio afirmando sua situação de membro, a leitura da Bíblia Sagrada, o esquema do Aeroporto, o clássico infantil "Quem quer casar com a Dona Baratinha?", além das piadinhas obrigatórias de primeiro de Abril.
Verdade que sentirei saudade de tocar também. Do louco Fantuzzi, do sempre sério Francisco, da perfeccionista Laura, do egocêntrico eu e, obviamente, do lendário DJ Mr. Bozo. É, música sempre deixa saudade. Nosso set-list extremamente eclético, mas que soou divertido e agradável para qualquer um presente. Agora terei de seguir em frente, mesmo não sabendo direito como.
Da habilidade de se divertir em meio a tempestades tiramos essa semana de cansaço de uma maneira bem leve. Apesar dos problemas e confusões, acredito que, mais uma vez, demonstramos a nossa capacidade de realizar algo tão grande mesmo quando apenas tão desprezados alunos de graduação. Assim sendo, até a próxima edição e, até lá, mais e mais trabalho!

